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Escola Amiga: combatendo a homofobia na escola

O nosso grupo em Campinas tem dois grandes projetos na área de Educação: a Escola Jovem LGBT, que inaugura uma nova forma de valorizar nossa cultura, e o Escola Amiga, que também é conhecido como 6 passos para acabar com a homofobia.

Pra gente, já está claro que entrar na escola é essencial na luta contra a homofobia. Não adianta nada lutar contra o preconceito entre os adultos se a escola continuar, ano após ano, a criar novos homofobicozinhos. Ignorar essa questão é uma violência contra milhões de adolescentes e jovens LGBT que passam momentos de terror na escola, chegando a abandonar as aulas ou a viver uma mentira. Eles só gostariam de ser felizes sendo o que são de verdade. E é dever da escola garantir isso. 

Para fazer nossa campanha, esprememos o documento Diretrizes para uma Educação sem Homofobia e conseguimos chegar a 6 passos básicos, que seriam um belo começo para qualquer ambiente escolar. Quem quiser começar a fazer a diferença na sua escola, pode começar pelos itens abaixo.

Para acabar com a homofobia, é dever de toda escola:

1. Ser um ambiente seguro. Um ambiente que garanta um aprendizado seguro, no qual intimidações ou discriminações de qualquer tipo, incluindo homofobia e transfobia, não sejam toleradas, mas punidas. Isso deve ser divulgado publicamente. 

2. Encorajar, apoiar e empoderar os gládios (grupos estudantis sensíveis à questão LGBT e/ou de combate à homofobia) ou a criação de grupos de apoio a estudantes LGBT nos grêmios escolares. 

3. Ter uma política de combate ao bullying que seja direcionada a todas as formas de discriminação, e explicitamente se referir ao bullying homofóbico e transfóbico. Essa política deve proteger todos os membros da comunidade acadêmica, ser respeitada por todos e ser revisada regularmente por membros da comunidade acadêmica para verificar sua eficácia. Todos os professores devem receber treinamento para reconhecer e agir em caso de bullying homofóbico e transfóbico. Esse treinamento deve informá-los como reagir a esse bullying e como reduzir sua incidência e poderá ser oferecido por meio de parcerias externas (com ongs especializadas, por exemplo).

4. Incluir material LGBT em sua biblioteca. Podem ser livros com personagens LGBT ou livros que tratem especificamente de questões LGBT. Materiais LGBT como cartazes e panfletos divulgando grupos e serviços voltados a jovens LGBT dem ser livremente exibidos nos murais de avisos da escola.

5. Disponibilizar apoio individual e/ou em grupo, oferecido por um orientador capacitado ou uma pessoa voluntária de confiança, a estudantes que queiram conversar sigilosamente durante ou fora do período de aulas. Tanto a pessoa de confiança quanto qualquer orientador deve ser capacitado em questões LGBT e explicitamente e publicamente deixar claro que está aberto a conversar sobre tais questões.

6. Incluir perspectivas LGBT e materiais não-homofóbicos em seu currículo, tanto como parte de materiais genéricos quanto, se possível, como materiais específicos para lidar com questões LGBT. Materiais, livros didáticos e professores devem usar exemplos LGBT, tanto em questões, exercícios e trabalhos quanto em suas fontes. Toda capacitações em Direitos Humanos deve sempre abordar questões LGBT.

O Objetivo do E-Camp é conseguir que o maior número de escolas da região assuma compromisso com esses seis pontos – e, a partir daí, ir monitorando o ambiente escolar para ver se os passos estão sendo cumpridos. As escolas que cumprirem ganharão o selo de Escola Amiga dos LGBT.

Quer ajudar?? Baixe o termo aqui, preencha e mande pra gente!!