Colunistas: Rafael


A distância que nós mantemos
“ Somos tantos juntos, mas estamos todos morrendo de solidão".
      Dr. Albert Schweitzer



          Para nós, que moramos aqui em Curitiba, é muito comum ouvir de pessoas que vem visitar ou morar aqui em nossa cidade, que os Curitibanos são fechados, reservados, convencidos e etc...
        Sim somos pessoas reservadas, procuramos cada qual, cuidar de seus próprios  afazeres, mas isto é uma questão de cultura, cada lugar tem uma cultura diferente, isto que dá o charme, o encanto do local. Então resolvi escrever este  artigo para vocês perceberem que nós não somos os  únicos a manter distância, são situações que acontece em todas as capitais com menos ou mais intensidade.
        Considere  nosso estilo de vida, como nós protegemos contra invasões pessoais indesejadas. Muitos de nós moramos em apartamentos situados em andares elevados, onde encontramos os vizinhos uma vez por mês, no saguão ou no corredor. Outros residem em casas cercadas por muros altos e sistemas de segurança.        Temos números de telefone particulares e cães de guarda no quintal. Eliminamos conscientemente a possibilidade de qualquer encontro desagradável, mas também acabamos sacrificando muitos encontros que poderiam ser agradáveis.
         Passamos horas presos no trânsito. Isolados. Falamos com computadores. Não vamos ver as pessoas, enviamos fax.
       As compras por internet substituíram a ida ao mercado. Os jantares diante da tevê substituíram os jantares em família. Isso quando não comemos direto na frente da geladeira.
       Quando vamos a lugares públicos, mantemos olhares vagos. Olhares vagos são o equipamento padrão para manter a distância dos outros, no elevador, no metrô e no supermercado. O olhar vago diz: “ Não conheço você, não há nada se passando na minha mente e não fale comigo porque você se tornaria um incômodo para mim”.
        Nós assistimos algumas horas de tevê por dia. Sozinhos. Não importa que haja  outras pessoas na sala, nossa preocupação é com a tevê. Tudo isso é ruim?            Não. Não é necessariamente ruim. Vivemos em uma época excitante (e muito conveniente), mas precisamos entender o que esta acontecendo. Há pressões enormes, nos afastando das pessoas. Se você quiser ter um contato pessoal hoje em dia, tem de se esforçar para isso.
        Uma  vida plena  é uma experiência compartilhada. Nossas maiores alegrias,  nossos momentos mais preciosos, nossos desafios mais difíceis e nossas épocas mais amorosas são, em sua maioria, compartilhados com pessoas.
        Nossas maiores experiências de aprendizado advêm de quando estamos com outras pessoas.
     Para ter uma estada memorável neste planeta, devemos estar preparados para derrubar algumas barreiras, fazendo um esforço especial para encontrar, se aproximar e estar com as pessoas.
        È possível ouvir um amigo dizer coisas do tipo: “Não passo muito tempo com meu namorado, o que compartilho com ele é uma QUALIDADE de tempo”.
       Qualidade de tempo tem de ser quantidade de tempo! Se seu namorado,  querer que você o acompanhe em um café, ou que você o que leve para passear, ou apenas para ver você, não pode dizer: “Vamos ter dois minutos de caminhada de qualidade”, ou “Vamos nos ver  durante cinqüenta e oito segundos com qualidade”. Só será uma coisa de qualidade se vocês fizerem tudo do começo ao fim, Não vamos nos iludir.
      Precisamos nos preocupar em passar mais tempo com as pessoas, e tornar isso uma prioridade. Ainda que a maré da tecnologia sempre nos empurre na direção oposta.

Deixe de brincadeira!



        Ninguém pode fazer tudo sozinho, embora às vezes tentamos nos enganar achando que isso é possível. Fingimos que somos capazes de fazer tudo sozinhos.             Mas não há recompensas ao se passar toda uma vida com brincadeiras, dizendo coisas do tipo “ Estou bem. Não preciso de ninguém.”
      Como é vergonhoso quando o orgulho se intromete na história. Sabe, você sai para night, com seus amigos, conhece um carinha, vocês ficam naquela noite, trocam telefones, você fica pensando nele a semana toda, e um certo dia você chega em casa, depois de um dia atarefado e diz: “ Eu até poderia ligar para ele, mas não quero que ele pense que eu gosto dele!”.
       Nesta mesma hora, é quase 99,9% o carinha deve estar pensando... Fiquei louco por aquele carinha de sábado a noite, mas nunca direi isto a ele. E eles passam fins de semana sozinhos, orgulhosos e sozinhos.
        Não há vergonha em considerar a outra pessoa atraente ou uma boa companhia. Mesmo que a pessoa não goste de você, continua não havendo motivo para haver embaraço nisso. Se você gostar das pessoas e elas não gostarem de você, tudo bem. Não tem de obriga-las a gostar de você primeiro ou a lhe dizer isso primeiro. Não tem de esperar para ver se elas retribuem sua estima. Pode simplesmente anunciar “ Ei, eu te considero uma pessoa fantástica. Independentemente do que você pensa ao meu respeito, isso é o que eu penso de você”.
        A alegria na vida advém da liberdade de nos expressarmos, de corrermos riscos e defendermos aquilo que acreditamos. Nem todo mundo vai gostar de você, mas você pode gostar de quem você é.
        Nosso amiguinho “ Junior” passa a semana inteira ansioso para ver seu namorado. No sexta-feira ele faz aquela limpeza de pele, e Sábado a noite “capricha no modelão”, passa sua deliciosa loção pós- barba, coloca aquele perfume, enfim ele sai “ vestido pra matar”, depois de atravessar a cidade, bate a porta do namorado e diz:” Oi! Eu estava passando aqui por perto...”
       Que droga Junior, conte a verdade a ele! Diga “ Estou esperando por isso há uma semana e o tempo parecia não passar. Estava morrendo de vontade de vê-lo. Fiquei tão feliz com a oportunidade de vê-lo que vim cantando músicas românticas durante todo o caminho”. Diga que quase telefonou para ele em vinte ocasiões diferentes, mas ficou com receio de que ele o achasse bobo.
        Esse tipo de sinceridade requer um pouco de coragem e é parte do esforço para você se tornar completamente humano. Ser sinceros nos permite ver dentro  de nós mesmos. Cria nossos relacionamentos e reacende os antigos.
        Você pode perguntar: “ Mas não devo bancar o difícil?”. Bem essa é uma maneira de proceder, mas há métodos melhores de travar contato com as pessoas, como ser você mesmo, ou ser agradavelmente sincero.
        Uma música conhecida diz: “ As pessoas que precisam de pessoas são as mais sortudas do mundo”. Mas também deveria dizer que “ As pessoas que precisam de outras pessoas e fingem o contrário são as maiores perdedoras”.
18/01/06
______________________________________________



Visão de Amizade

Os relacionamentos humanos são a fonte da maioria das alegrias e tristezas da vida. Esta coluna vai abordar algumas idéias e estratégias que poderão trazer mais alegrias do que tristezas!
Você já deve ter tido esse tipo de pensamento a respeito de algum conhecido: “ É impossível não discutir com essa pessoa!”. Nós sempre temos escolha  sobre como lidar com os outros, mas a maioria de nós tende a mergulhar em padrões rotineiros e familiares. Você deve conhecer algumas pessoas que parecem capazes de falar com todo mundo. Elas encontram alguém em um restaurante e , assim que as duas começam a conversar, você deduz que elas se conhecem desde sempre. Então você pergunta:
“ Há quanto tempo vocês se conhecem? “, e elas respondem :
 “ Nunca nos vimos antes!”
Essas pessoas singulares não nasceram sortudas, elas simplesmente usam habilidades e têm uma perspicácia particular que pode ser desenvolvida.
Não é interessante fazer certas coisas sozinho. Você já tentou fazer uma festa sozinho? Coisas como assistir a filmes, jantar, jogar cartas, dirigir para o trabalho, resolver problemas e  planejar férias e ir te-las! Mudar de casa, fazer planos e oferecer festas requerem companhia. Requerem pessoas que você estime por perto. Uma vida feliz esta cheia de amizades. Imagine perder seu emprego, seu dinheiro, seu carro... Sem dúvida, você sobreviveria a isso. Mas perder seus amigos mais próximos é uma história completamente diferente. Nossa felicidade depende de atitudes, nossa atitude em relação as nós mesmos, ao trabalho, ao esforço, aos objetivos, à nossa reação diante da derrota, ao desapontamento, ao prazer, ao sofrimento e a todo quebra- cabeça que é a vida.
Contudo, há uma variável na equação da felicidade: AS OUTRAS PESSOAS.
Aquelas que nos fazem rir, sofrer, gritar, jurar, chorar, tentar, trabalhar, brincar, planejar, debater...
Aquelas que nos levam a amar, confiar, tolerar, culpar, acreditar e, ocasionalmente evitar.
Não existe uma fórmula para fazer amigos. Mas certamente é preciso ter mais do que a auto- estima saudável e bons modos à mesa para conquistar a confiança dos outros. Há um equilíbrio entre dar e receber, entre o dever para consigo mesmo e para com os outros. E, por fim, entram em jogo a generosidade, a sensibilidade, o bom humor e um pouco de sabedoria.
Nosso mundo é feito de “camadas”. Temos o mundo interior- os amigos e a família-, o mundo exterior- chefes e gerentes de banco- e ocasionalmente “extraterrestres”, vendedores que batem a nossa porta, por exemplo.
Diferentes pessoas requerem diferentes tratamentos. ( Você não trata seu chefe como trata seu namorado!) De qualquer maneira, buscamos uma coexistência tranqüila com as pessoas de todas as “camadas”. Tudo é sempre passível de ser revisto- as companhias analisam os lucros e mudam a estratégia conforme é necessário. E nós devemos fazer o mesmo conosco.
Devemos nos analisar e nos perguntar. “ O que eu estou fazendo? Isso está enriquecendo minha vida?”
Vejamos um exemplo, aquele amigo “ CLOSE”, que tem todas as roupas da moda. Camisa Armani, terno Pierre Cardin, sapatos Gucci e uma serpentina de cartões de crédito. Ele tem um relógio de ouro no pulso e um Porsche na garagem. E pode argumentar que está fazendo tudo “certo”. Mas também nosso amigo “CLOSE”, pode acabar se perguntando depois de uma night na ferveção: “ Se eu estou fazendo tudo certo, onde estão meus amigos? Como  é possível aquele nosso amigo não tão close, tendo noites maravilhosas, rindo a valer, cercado de amigos e conquistando os gatinhos noite a fora.
Como o tal “ CLOSE”, também podemos fazer a nós mesmos algumas perguntas do tipo: “Sou confiável? Eu  me sinto superior? Sinto-me inferior? Estou morrendo de medo? Eu me levo a sério demais? Consigo rir de mim mesmo? Eu ouço as pessoas? Sou responsável? Sou uma pessoa agradável para se ter por perto ou sou um chato de galochas?”.
A primeira lição da amizade é: SE QUER TER AMIGOS, PRIMEIRO SEJA UM AMIGO!. Bem, esta foi uma pequena introdução, de como as outras pessoas são importantes na vida da gente, esta é minha primeira coluna, pretendo abordar vários assuntos, e sempre estar atualizando.
Esta coluna vai sempre ser sobre: As outras pessoas, aquelas que amamos, que nos ajudam e dependem de nós; aquelas que queremos ver a todo tempo e as que queremos evitar.
É também sobre: Gostar das pessoas, lidar com os “ profetas do pessimismo”, ignorar fofocas, e a raiva. Espero ajudar e ser ajudado.


                            Com carinho,
                                                                                              Rafael tem 21 anos, é um E-Curitibano de paz com Deus.
                                                                               

09/10/2005