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                                            "O SANTO".
                                 
Crítica


 


[Por Marcio A.]
 
    Escrita e dirigida por Edson Bueno e seguindo a mesma linha de “O Evangelho, segundo São Sabestião”, “O Santo” traz para o palco toda a sedução de um romance erótico-policial homossexual. Aliada à devoção à um Santo, desperta nos espectadores desejo, tesão, fantasia...
 
    ... Ludmila (Maite Schineider), uma prostituta de um cabaré pede à seu Santo Protetor – Santo Expedito, que dê a ela um homem quente, que realmente a faça mulher, que a faça sentir todo fogo do amor. O Santo vê em Ulisses um escritor, aliás o escritor do conto que é encenado, e que também é seu grande desejo, o homem ideal. Pois ele, o Santo, deseja Ulisses, mas este repudiá-o. Por isso O Santo usa Ludmila, sua devota para aproximar-se de Ulisses.
    Ulisses e Ludmila envolvem-se num romance ardente com muito sexo e perversão. Através deste romance, O Santo, que também é amante de
Ludmila, aproxima-se de Ulisses, e o seduz, fazendo-o entrar num mundo de prazer carnal extremo.
Ao final Ulisses percebe que na verdade seu desejo sempre foi O Santo, e Ludmila continua sua caminhada em busca de seu homem.
 
    A peça utiliza-se do nu constantemente, além de apresentar no palco cenas de sexo explicito entre os personagens, que completamente nus enlaçam-se num mundo de jeitos, sentidos, toques e prazeres.
Mas além do apelo ao carnal, ao erótico, a peça “O Santo”, traz uma mensagem muito mais profunda, de que devemos ser nós mesmos e viver a vida ao seu máximo.
 
 


Mais informações sobre a peça? Clique aqui, ou entre no link http://casadamaite.locaweb.com.br/news/osanto