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Deco
Ribeiro
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Fundador do Grupo E-jovem |
Publicada em 24/1/2009
no jornal Correio Popular
Campinas/SP
Cidades
Escudo virtual contra o preconceito
Site para orientação
de adolescentes gays já tem núcleos instalados nas cinco
regiões brasileiras
Rogério Verzignasse
DA AGÊNCIA ANHANGUERA
rogerio@rac.com.br
O
carioca Deco Ribeiro se mudou para Campinas há 20 anos para estudar
física na Universidade Estadual de Campinas (Unicamp). Mas quando
conheceu um estúdio de TV no distrito de Barão Geraldo, decidiu
mudar de carreira. Abandonou o projeto pessoal de se tornar pesquisador.
Foi estudar jornalismo na Faculdades de Campinas (Facamp). E viria mais
mudança pela frente. Beirando os 30 anos, Deco assumiu que era gay.
Em seguida, criou um site para adolescentes que sofriam com a própria
condição homossexual: rapazes e moças cheios de dúvidas,
inseguros. Vítimas de preconceito que acabavam abandonadas pelos
amigos e pelos próprios parentes. Hoje, o E-Jovem está entre
as principais páginas brasileiras da internet relacionadas ao assunto.
São 4,5 mil jovens cadastrados e cerca de 100 mil acessos mensais.
Os serviços, como a orientação psicológica e o aconselhamento jurídico, são feitos por voluntários. Gente que não cobra um tostão pelo trabalho. Os artigos são postados por jornalistas, médicos, sociólogos, lideranças políticas e sociais. Não há qualquer patrocínio. O custo para a manutenção do site é bancado pelos próprios simpatizantes, que dividem as despesas.
Hoje, Deco, aos 37 anos, é professor-assistente da faculdade onde se formou. Na página virtual, ele continua postando notícias, esclarecendo dúvidas e organizando debates. Deixou a presidência do grupo, mas comemora o sucesso do site, que já tem núcleos criados em duas dezenas de municípios. O E-Camp e o E-Sampa, por exemplo, divulgam as atividades de gays, lésbicas, bissexuais e transgêneros (o chamado grupo GLBT) nas cidades de Campinas e São Paulo. Da mesma forma, há blogs com informações locais em cidades importantes das cinco regiões brasileiras.
Além disso, a página virtual ganhou, em Campinas, o caráter de organização não-governamental em 2004. A ONG E-Jovem promove encontros e debates sempre aos domingos, em um imóvel da Rua Uruguaiana, no Bosque, pertinho do Terminal Central. “Trata-se de uma casinha acanhada, alugada por um grupo de ONGs que dividem os custos da conta de luz, água, faxina e cafezinho. Apesar da simplicidade, é o espaço que a comunidade gay usa para denunciar a intolerância. Organizam-se campanhas contra, por exemplo, a pedofilia na internet e a violência contra travestis. Assim como no site, os participantes das reuniões da “Casa Comunitária” acompanham o andamento dos textos legais relacionados à preservação dos direitos homossexuais. Se organizam ali as passeatas e manifestos em centros do poder, que exigem dos políticos empenho maior na luta contra a homofobia.
Hélio
O prefeito de Campinas não
escapa da pressão. Até o final do mês, por exemplo,
o E-Jovem vai cobrar de Hélio de Oliveira Santos (PDT) o cumprimento
de compromissos assumidos em campanha. Deco explica que, então candidato
à reeleição, o político se comprometeu a engajar
as secretarias municipais na criação de políticas
públicas de segurança, assistência psicológica
e organização de palestras educativas nas escolas.
“Nós queremos que os professores, por exemplo, tenham uma formação continuada para lidar com os gays”, afirma Deco. “O educador precisa difundir entre os alunos que os colegas homossexuais da classe precisam ser respeitados. Um garoto gay, vítima de piadas e brincadeiras grosseiras desde muito cedo, tende a se afastar da escola.” Do mesmo jeito, diz, o preconceito barra oportunidades de emprego e condena os homossexuais a se divertirem um nichos próprios, como bares e boates.
Para o jornalista, grande parte das pessoas não tem a consciência exata das consequências de tanto preconceito. Os índices de suicídio entre gays, por exemplo, é historicamente maior que o registrado entre os heterossexuais. “Quando se descobrem homossexuais, os adolescentes se sentem excluídos de um mundo que simplesmente bombardeia quem é diferente da maioria”, diz.
As paradas gays e os casais homossexuais em novelas não servem, necessariamente, para despertar na sociedade respeito aos “diferentes”. Quando os gays saíram às ruas, fala, os reacionários também apareceram: cidadãos começaram a mostrar o ódio e intolerância guardados no coração, em relação a um comportamento que consideram reprovável.
A religião, diz, continua sendo a causa de 90% dos traumas relacionados em bate-papos da web: grande parte dos padres e pastores associam a homossexualidade ao pecado, pinçando na Bíblia versículos escritos para situações, locais e épocas específicas. “Nos templos, os fiéis precisam ouvir que Deus ama a todos os seus filhos”, fala. Para Deco, a Igreja precisa avançar, como avançou a psicanálise: “Deixou de se considerar que o gay tinha uma doença. O divã ensina o jovem a se entender, a se aceitar, e a viver com dignidade.”
SAIBA MAIS
As reuniões semanais do E-Jovem
[em Campinas], aos domingos, acontecem na Rua Uruguaiana, 93. As pessoas
interessadas em conhecer as propostas podem acessar o site www.e-jovem.com
ou enviar mensagem a Deco Ribeiro pelo e-mail deco@e-jovem.com
- Uma entrevista BEM informal com o moço;
- A mais recente entrevista do Deco, de 2005, para a revista Sex Boys VCD (reproduzida abaixo);
- A entrevista que o Deco deu pra TV Tudo;
Você
pode falar com Deco Ribeiro
pelo mail deco@e-jovem.com
Por João Marinho
Ser gay é uma opção? Embora alguns insistam que sim, existe um consenso científico e até social que reconhece que não apenas a homossexualidade não é uma opção, como também se constitui em uma orientação sexual, uma inclinação do desejo, absolutamente normal.
Esse consenso não surgiu à toa. Depois de séculos de “tratamentos”, a esmagadora maioria dos cientistas chegou à obviedade: as práticas e desejos homoeróticos surgem de forma espontânea e natural na história humana; é possível ser gay e ser feliz; e há centenas de espécies animais (que não “optam”) praticantes de relações homossexuais.
Há gays que apenas na idade adulta tomam conhecimento de sua orientação, mas outros desde cedo “já sabem o que são”, o que também comprova a espontaneidade do desejo homossexual. Sim, há gays adolescentes e até um site brasileiro criado para eles, o E-jovem.com (www.e-jovem.com).
O jornalista Deco Ribeiro, 33 anos, é editor e webmaster do site desde sua fundação, em 2001. Estranhou a idade do moço? É que o E-jovem.com não restringe sua audiência aos teens. “Oitenta por cento do nosso público tem entre 14 e 21 anos”, esclarece Deco.
O índice adentra a juventude, e restam outros 20% de pessoas de outras faixas etárias. A história do site, a que se destina e o trabalho que realiza com jovens e adolescentes gays, você vê agora, nessa entrevista exclusiva a Sex Boys VCD*.
SEX BOYS VCD: Por que razão abordar o público jovem e adolescente em um site sobre sexualidade?
DECO RIBEIRO:
Atingir esse público sempre foi o objetivo principal do projeto.
O E-jovem.com não é simplesmente um site que fala de sexualidade,
mas um site que fala de sexualidade adolescente, para adolescentes e escrito,
em sua maioria, por adolescentes – e adolescentes gays.
SB: Qual a motivação por trás dessa idéia?
DECO: Por
muito tempo, adolescentes gays tiveram de se virar sozinhos com a sua sexualidade.
Não havia como encontrar outros gays da sua idade, trocar experiências,
conversar... Muitos cresciam sem saber direito se eram gays, bissexuais,
transexuais. A internet trouxe pela primeira vez a oportunidade de pôr
esses garotos e garotas em contato uns com os outros. Navegando pela internet
e encontrando esses garotos em salas de bate-papo e fóruns, era
fácil perceber que todos tinham as mesmas dúvidas, os mesmos
conflitos. Foi daí que surgiu a idéia.
SB: Mas quem encontrava esses garotos no bate-papo?
DECO:
Um grupo de amigos, que se encontrava na internet pra passar as noites
conversando. Era um chat de amigos, no IRC [NOTA DO REDATOR: O IRC (Internet
Relay Chat) é um sistema de bate-papo on-line que tem um conjunto
de regras e convenções e opera com programas do tipo cliente-servidor,
ou seja, softwares que fazem e respondem requisições entre
si, respectivamente], mas atraiu jovens de todo o Brasil. A idéia
do site surgiu nessa época.
SB: Quem abriu o chat? Já havia o intuito de atrair jovens e adolescentes?
DECO:
Quem abriu foi um garoto de 16 anos. A idéia já era a de
ter um espaço onde os jovens pudessem conversar de maneira sadia,
sem ter gente perguntando “você é ativo ou passivo” ou “quantos
centímetros seu pau tem?”.
SB: Pelo visto, você também participava... Como tomou conhecimento dele?
DECO:
Tinha 25 anos na época e cheguei lá procurando por chats
gays em geral.
SB: Então, o chat virou site?
DECO: Não.
O que aconteceu foi que um grupo de pessoas do chat resolveu criar o site.
Depois, muitos se afastaram e se envolveram com outros projetos. O chat
mesmo fechou, mas muitos novos colaboradores embarcaram na idéia.
Gente de peso, como o Rogério Munhoz [NOTA DO REDATOR: colunista
da G Magazine], o cartunista Laerte, o ilustrador Orlando, o advogado e
militante Paulo Mariante, o psicólogo Fernando Pocahy... Agora,
que o E-jovem está virando grupo, alguns dos que haviam se afastado
estão voltando.
SB: Quer dizer que vocês serão uma ONG (organização não-governamental)? Por que resolveram atuar também “no mundo real”, como entidade?
DECO: Junto
com o site, foi criada uma lista de discussão por e-mail que, na
prática, reproduziu o ambiente daquele antigo chat que deu início
a tudo. De repente, surgiu uma vontade de sair do virtual e fazer algo
pelos jovens gays, lésbicas e bissexuais do mundo lá fora...
Os jovens passaram a se encontrar, nas cidades de todo o Brasil, e conversar
sobre como cada um poderia fazer a sua parte. Agora, existem unidades regionais
do grupo nas cidades.
SB: Seriam núcleos? Depois de vocês efetivarem a ONG, cada um deles será como uma “filial”?
DECO: Isso.
A ONG, aliás, já está com estatuto em cartório,
e esperamos que o registro saia em breve.
SB: Que temas são tratados no site?
DECO:
A gente fala da vida do jovem. O fato de esses adolescentes terem uma sexualidade
diferenciada faz com que suas vidas também sejam diferentes. Suas
relações com os familiares, com os amigos na escola são
diferentes. A gente aborda essa diferença e conversa com os jovens
sobre como lidar com ela sem enlouquecer.
SB: Como uma pessoa pode contribuir para E-jovem.com?
DECO: De várias maneiras. Pode escrever ou coordenar alguma seção, ajudar nos projetos ou até no site do grupo E-jovem de sua cidade – cada “E-grupo” terá uma página própria. Pode também contribuir com dinheiro. O trabalho é voluntário, mas doações que pudessem ser utilizadas na divulgação do site ou em ajuda de custos seriam bem-vindas!
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RAIO-X E-JOVEM.COM
Home page:
www.e-jovem.com
Média
de acessos/mês: 30 mil
Público:
jovem e adolescente (maioria de 14 a 21 anos)
Particularidades:
o site está virando entidade e realiza encontros formais em várias
cidades do Brasil, que acabam por criar seus próprios núcleos
de participantes. Campinas (SP), São Paulo, Guarulhos (SP), Rio,
Brasília, Recife, João Pessoa, Santos (SP), Curitiba e Porto
Alegre são algumas cidades que têm núcleos formados
ou em estruturação.
* esta entrevista
foi publicada na Sex Boys VCD 2, em 2005.
09 de maio de 2002.................................................Fernanda Felisberto e Márcio André, da Afirma (um site voltado para iniciativas de negros)
Afirma: A afirmação sexual é mais difícil nesta fase da vida? Como ocorreu a iniciativa de elaborar um site voltado para o público homossexual jovem?
Deco: A afirmação enquanto indivíduo é mais difícil. A adolescência é justamente a fase onde o garoto ou a garota descobrem que podem ter uma vida em separado da vida dos pais e eles lutam para afirmar isso. É a época da rebeldia, da discussão de conceitos, e não só da aceitação dos conceitos passados pelos pais. E se, ainda por cima, a sexualidade deste adolescente é diferente da de seus pais, isso gera um conflito a mais, uma dificuldade a mais para o jovem, claro.
A iniciativa de criar um site voltado para o público surgiu a partir da observação de vários desses adolescentes, principalmente na internet, que estavam sempre às voltas com os mesmos dramas, os mesmos problemas, as mesmas dúvidas e preocupações. E o principal: Muitos se achavam os errados, os diferentes, como se isso, a homossexualidade, fosse uma coisa que estivesse acontecendo só com eles. Percebemos então o quanto seria útil uma base de dados que não só ajudasse o e-jovem a se compreender e aceitar melhor, mas também o integrasse a outros e-jovens, de forma que ele percebesse que não está sozinho na sua orientação sexual - seja ela qual for.
Afirma: Há quantos anos o site existe?
Deco: O
site ainda vai completar um ano, ele existe desde agosto de 2001, e nós
mesmo nos espantamos com o seu crescimento e aceitação -
mas prova de que sua existência era necessária.
Afirma: Como o site é atualizado
(matérias), são todas produzidas pela equipe ou existe a
linha de colaboradores?
Deco:Por trabalhar muito com voluntários,
não existe ainda muita produção própria: utilizamos
agências de notícias GLS - como o Mix Brasil - como fonte
de notícias, de onde selecionamos as que interessariam mais os e-jovens
e os artigos e colunas são produzidos por colaboradores, geralmente
pessoas especializadas nas respectivas áreas (Direito, Psicologia)
e os próprios e-jovens, que passam suas experiências...
Afirma: De acordo com o público que procura o site, é possível identificar se o contingente é mais masculino ou feminino?
Deco: Nós temos uma espécie de cadastro e a partir dele podemos verificar que o público é masculino em quase sua totalidade, coisa de mais de 95% .
Afirma:Pensar em um movimento social que possa dar conta de todas as demandas é uma utopia, mas você tem registro de como está sendo trabalhada a questão da opção sexual junto a adolescentes negras(os)?
Deco: Olha, Fernanda, antes de mais nada nós preferimos utilizar orientação sexual ao invés de opção, já que ninguém escolheu nada, certo? Orientação é uma coisa mais natural, como norte e sul, positivo e negativo... Anyway, eu fui até pesquisar e sei que existem pesquisas nas periferias trabalhando com a questão da homossexualidade entre os jovens de mais baixa renda e têm muitos negros entre estes, né? Mas como a grande maioria dos jovens começa sua vida sexual antes dos 15 anos e isso aumenta entre os negros (dados do Jairo Bauer!), creio que o jovem negro homossexual também se descobre mais cedo e já luta para se afirmar nessas duas frentes ,ser negro e gay, bem mais cedo também.
Afirma:Os meios de comunicação desempenham um importante papel no processo de desmistificação e transparência para a redução do preconceito e da intolerância em relação a homossexualidade. Qual a avaliação que você faria da mídia a este respeito?
Deco: Falta informação. E essa falta de informação, de conhecimento, gera a ignorância, que gera o preconceito. Veja bem, não é nem por mal - é pura falta de base mesmo. Aí a mídia se apóia em estereótipos e acaba prejudicando. Como a associação entre pedofilia e homossexualidade - algo totalmente errôneo, já que 98% dos pedófilos são heterossexuais e em sua grande maioria , pais, tios e irmãos das vítimas...
Afirma:Como você avalia atualmente na sociedade brasileira, o crescimento e o fortalecimento de organizações que promovem e defesa dos direitos dos homossexuais? Que mecanismo estariam interagindo para que essa mudança se efetivasse?
Deco: A resistência e intolerância são o que mais fortalecem e incentivam estes grupos a agirem e a defenderem os interesses dos homossexuais. Se não houvesse perseguição, não seriam necessários os grupos de apoio... A mudança que eu percebo é justamente nessa intolerância - principalmente no que se refere à mídia e à classe política: os homossexuais no Brasil estão tendo muito mais voz e direitos, e isso sim está quebrando a barreira da intolerância e do desrespeito.
Afirma: Vc percebe a internet como uma aliada ao processo de afirmação da identidade homossexual, sem revelar a identidade (real), como você percebe esta ferramenta como promoção e aproximação dos jovens?
Deco: Sem sombra de dúvida. Mas nem tanto pelo fato da pessoa poder se ocultar na rede, os que o fazem são os que tem mais problemas em assumir uma identidade homossexual, são os que mais negam essa identidade - são aqueles que marcam encontros homoeróticos em chats e depois assassinam seus parceiros, pelo contrário: a internet é a maior aliada ao promover a integração desses e-jovens que estão passando pelas mesmas coisas, sentindo as mesmas coisas e vêm na rede uma oportunidade de formar grupos e poderem se assumir como o que são. Ao invés do anonimato, a internet vem servindo cada vez mais para o aumento do convívio social, ao passo que muitos desses grupos criados na internet se esforçam para sair do meio virtual e se tornar amizades reais, onde os jovens saem juntos, vão à shows, viajam, etc... A internet age apenas como catalisador desse processo, que para os garotos heteros acontece mais naturalmente, na rua, na escola...
Afirma: E qual a relação de vocês com o grupo AFAGHO(Apoio a familiares e grupos homossexuais)? Pergunto isso pois verifiquei depoimento de país de adolescentes no site de vocês.
Deco:
Bom, a terapeuta fundadora do Grupo, Dra. Ana Maria Ribeiro, é minha
mãe... : ) Posso dizer então que a relação
é literalmente de mãe e filho... Mas o interessante é
exatamente isso: queremos mostrar aos pais e à sociedade que isso
que estamos fazendo não é uma coisa errada, suja ou que deva
ser secreta - a maioria dos garotos gays tem orgulho em ser o que é
e adoraria que os pais soubessem, se tivessem certeza que teriam apoio.
E a idéia do Afagho surgiu exatamente da necessidade desses pais
obterem um certo preparo para enfrentar essa situação. Existe
todo um trabalho de aceitação, informação e
até, por que não, luta pelos direitos dos filhos. Esse grupo,
de pais lutando por direitos dos homossexuais, é um grupo que tem
muita credibilidade, por não estar lutando em causa própria,
mas pelo bem estar de outros. E se os próprios pais não aceitarem
e respeitarem os filhos, como iremos querer que a sociedade os aceite?
Como dizem os homossexuais americanos: We're Queer, We're Here, Get
Used To It - ou seja: Somos viados, estamos por toda a parte e a sociedade
precisa ir se acostumando a isso.
* Veja a entrevista de Deco Ribeiro à TV Tudo