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E-Boys
meninos & gays
Nesta semana:

* Os 7 passos para a liberdade
* Um empurrãozinho
* U-jovem sim!


 
Os 7 passos para a liberdade

por Kid Dudu
Juiz de Fora (MG)

 

1) Você é gay e isso não vai mudar

 Um erro comum dos jovens que têm orientação sexual diferente da heterossexual é achar que isso vai passar ou que é uma boa idéia se forçar a namorar com pessoas do sexo oposto. Não é. Aceite-se como você é e não se force a fazer coisas que não tem vontade a fim de evitar inclusive problemas psicológicos futuros.

2) Quanto mais cedo, melhor

A maioria dos homossexuais que eu conheço têm em mente que revelar-se assim que atinge a independência financeira é o melhor, sem saber que isso pode gerar mais problemas do que resolver. Contar aos pais enquanto ainda pode-se conversar com eles todos os dias é assustador, mas funciona, pois com o tempo a aceitação é inevitável. Quando a revelação se dá fora de casa, muitos pais têm a impressão de que não conhecem o próprio filho e aumenta-se as chances de renegá-lo.

3) Ser gay não é uma vergonha.

Há uma enorme lista de homossexuais importantes na história do mundo. Além disso, possuímos vantagens e desvantagens, assim como os heterossexuais. Como você é gay e isso não vai mudar, junte razões pelas quais você não trocaria a sua orientação sexual por nenhuma outra. Ajuda.

4) Jesus não foi/é contra a homossexualidade.

Não sou a pessoa mais religiosa que existe, mas sei que Jesus nunca proferiu uma só palavra a respeito dos gays. Na bíblia, inclusive, o homossexualismo é proibido no mesmo livro em que a escravidão é liberada. Os padres não seguem a bíblia rigidamente nas missas, portanto não existe argumento que sustente os ataques aos homossexuais dentro da igreja.

5) A sociedade está evoluindo.

Quem está entrando na adolescência agora pode até não perceber, mas eu afirmo que há 5 anos atrás, em 2002 (quando eu me assumi e comecei a escrever para o site), a homossexualidade não era debatida tão claramente na TV, nem se fazia idéia de tantos jovens gays se assumindo e dando a cara a tapa como há hoje em dia. As mentalidades e os comportamentos estão mudando cada vez mais rápido e é nosso dever acompanhar esse processo fazendo parte dele. Seja moderno.

6) Vale a pena ficar no armário?

Tristeza, solidão, medo. Sentimentos muito comuns pra quem vive no armário. Existem aqueles que dão suas escapulidas, mas nem de longe têm a liberdade daqueles que lutaram por isso. Seja honesto com seus sentimentos e não permita que um aspecto cultural tão pequeno lhe cause tantos problemas e limitações. Corte o mal pela raiz.

7) "Ser gay é mais legal do que você pensa."

A primeira frase que li ao conhecer o Grupo E-jovem marcou, e com razão. Logo que me enturmei a minha vida ficou tão mais interessante que me senti obrigado a compartilhar esse sentimento com quem ainda não podia desfrutá-lo. Chega de culpar sua orientação sexual por todos os seus problemas. Você pode ser o que você quiser! Vai encarar?


 

Kid Dudu
tem 20 anos e quer montar o E-JF

Um empurrãozinho

por Vamnubbis
de Pernambuco
 

Atinei. Foi quando percebi que não haveria outra opção. 

Percebi que a vida se punha áspera no primeiro momento que coloquei-me incrustado no grupo gay, que para mim naquela época era difamação. A vida foi-se atualizado à medida que passava e a cada dia crescia esse sentimento inexorável pelo meu amigo de colégio. Um sentimento que machucava-me e excitava-me, pois de um lado eu não o tinha e de outro eu tinha a perseverança de tê-lo. 

O tempo foi passando e a vida amadurecendo. Cresci e cheguei aos meus dezessete anos, intacto. O amor crescia em progressão geométrica e florescia a cada encontro que eu tinha com ele. Nossa amizade foi-se chegando e conseguir sua confiança. No começo havia uma certa cautela em abrir-me para ele e dizê-lo problemas familiares. Entretanto, eu consegui sobrepor o sentimento de confiança numa realidade cabível. A cada passo dado entre nós havia uma cumplicidade de amigos. Não passava disso. 

Mas os boatos começaram a aparecer pelo simples fato de ciúmes alheios por nossa amizade. Ele exauria-se a cada vez que colocara nossos nomes num único centro, com o intuito de nos tacharem de gays. Eu não posso dizer que achava bom, pelo contrário, isso me apavorava porque eu tinha medo da verdade. Medo de perder a sua amizade e confiança. Eu não tinha como interpretá-lo a fim de saber sua opção. Existem pessoas difíceis de serem exploradas. Ele tinha uma ficante, mas não lhe dava a devida evidência, embora tirasse proveito daquilo. Não me importava o fato dele ter uma ficante, apesar de na minha mente, aquilo ser apenas uma inibição de sua sexualidade. Todavia, a minha esperança crescia a cada momento, nas horas em que ele me ensinava História. Nas horas em que ele comia comigo no recreio ou nas lanchonetes, e até mesmo nas horas em que ele passava comigo e com uma garrafa de refrigerante num barzinho. Isso regava meu jardim. Era frutífero.

Certo dia a sua mãe soube de um falso amor entre nós dois. Um problema foi gerado a partir daquele maldito dia. Um problema imenso. Ela o desprezava, chegando a bater-lhe na mesma hora. Momentos depois ela foi dizer ao pai dele que surrou-o com ignorância abrupta. Ele fraturou o braço e teve que ir ao médico. Nem a mãe, nem o pai o levou. Ele ligou-me aos prantos para ver se eu resolvia o problema, liguei para minha mãe e meu pai a fim de resolver a situação. Conseguimos. Ele foi ao hospital e lá ficou naquela tarde enegrecida pela inflexibilidade e futilidade de seus pais. No começo da noite ele voltou para casa, depois de ter engessado o braço. Ele devia voltar para casa, mesmo o médico mandando-o ficar. No caminho, no carro, ele chorava dizendo-me que não queria apanhar de novo. Eu me abracei e disse que estaria para qualquer coisa que ele precisasse. Quando ele desceu do carro, sua mãe estava na porta com um rosto transfigurado. Não olhou-me nem à minha mãe. 

Dias se passaram e eu não o vi, apenas me ligava para conversar. Quando, após uma semana, ele voltou para o colégio, a primeira coisa que fez foi me chamar ao banheiro e lá me beijou.

Na maioria das vezes, as pessoas necessitam de um empurrãozinho para que faça o duvidoso tornar-se certo.

Hoje, minha vida é mais feliz por ser GAY.

Um forte abraço,
 

Vamnubbis
tem 17 anos


U-jovem sim!

por Caio Felipe
de São Paulo (SP)

Ola, Meu nome é Caio, tenho 18 anos, sou estudante de Jornalismo, moro em Sampa. Esse é meu primeiro texto e espero que seja do agrado de todos. Espero escrever mais vezes e amenizar algumas dúvidas, algumas questões que sempre aparecem na nossa vida. 

Sou um U-Jovem, um E-jovem gordinho. Assim como muitos que lêem esta coluna, já passei por grandes "dramas", achando que por ser gordinho ninguém iria gostar de mim, vivendo de luto sempre de preto e com ajuda desta mesma coluna ver que não é assim que as coisas funcionam. Hoje espero poder ajudar vocês, assim como fui ajudado a um tempo atrás.

É certo que pessoa como nós, gordos, sejam descriminados?

Por esse motivo somos mais propícios a nos apaixonar facilmente? Sendo de certa forma, “obrigados” a nos fechar em guetos? Quanto a nossa sexualidade, não nos enquadramos em um padrão imposto por determinados grupos sociais? 

O fato de ser gordo não deveria importar na escolha de uma pessoa. Somos assim separados também por cor dos olhos, dos cabelos, da pele, pelo que temos, e não pelo que somos!

Quando conseguiremos enxergar alem de um estereótipo? Chegará o dia em que todos serão "iguais"? Que ao invés de serem vistas com um obstáculo, as diferenças serão vistas como um diferencial positivo? Um jeito de mostrar quem somos mostrando nossos melhores atributos e qualidades?

Quanto ao nosso peso, nosso tamanho: Somos o que somos e não mudaremos por causa das opiniões de pessoas que não nos querem bem.

Esqueça tudo o que você já ouviu, quando te chamavam de gordo, baleia, das brincadeiras escrotas. Que barrigas "tanquinho" são gostosas, que são o sonho de consumo de qualquer um. 

Daqui pra frente ponha seu ego nas alturas, pois você é lindo por ser gordinho. E acredite: Todo gordinho possui um ginga que nenhuma "Barbie" tem.

ABAIXO A TIRANIA BARBIE, VIVA O PESO DE UMA NOVA CLASSE. GORDO SIM, GAY TAMBÉM E MUITO, MUITO FELIZ POR ISSO!!!


 

Caio
tem 18 anos, é gordinho e estudante de jornalismo



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