Michael
 
om, vou contar a minha história. mesmo ainda sob a emoção do momento (depois eu digo o porquê). 

Tenho namorada, somos um casal "promissor", a aposta da família e amigos. O casal modelo. Típico filme americano. Tudo perfeito. Sou filho único de uma familia tradicional, conservadora e militar. Futuro profissional bem sucedido. Tudo brilhante, até então. 

No primeiro semestre de 2006 resolvi entrar num curso de idiomas (minha paixão desde sempre). Sentia a necessidade de estar em contato com mais uma língua estrangeira. As aulas eram no sábado de manhã pois eu não tinha horário por causa da faculdade. 

Resumindo, num belo dia eu cheguei atrasado para a aula do curso e estava meio afobado, subindo as escadas correndo. Foi quando me deparei com um menino que me chamou atenção só de olhar. 

Foi algo esquisito, senti uma ligação forte com ele e não sei explicar o porque. 
Cheguei em casa e fui no Orkut, procurar na comunidade do curso, quem era aquele menino. Depois de quase uma hora procurando uma pessoa que eu nem sabia o nome, vi a foto dele. Entrei no perfil e vi o quão fascinante ele era. Mas como amigo, pessoa interessante. Afinal, além de ser homem, ele era menor de idade e nossa diferença de idade era de 5 anos. 

O tempo passou e eu vi esse menino mais umas duas vezes e só. Meses depois ele veio me procurar pelo Orkut, sendo que eu nunca tinha ido atrás dele. Nos tornamos amigos, muito ligados, era uma coisa inexplicável. Depois de algum tempo de conversa, ele me disse que estava confuso mas que estava apaixonado por mim e eu estava por ele (mas a gente só se conhecia virtualmente, até então). Ele disse que nunca tinha beijado na boca e meio que combinamos que eu seria o primeiro a beijar ele. Eu estava muito confuso pq isso nunca tinha acontecido comigo mas com ele era diferente, eu estava disposto, até mesmo a encarar algo mais sério. Até mesmo um possível namoro.

Nos conhecemos e nesse dia era o dia de eu beijar ele, nosso primeiro encontro. O erro foi exatamente esse. Na hora eu travei, não conseguia olhar pra ele, estávamos numa lanchonete. Ele parecia confiante mas parecia decepcionado (talvez por me ver ao vivo e ter imaginado outra coisa). 

O tempo passou, o beijo não rolou, a amizade cambaleou. Erámos amigos mas tinhámos uma barreira entre a gente. Nesse tempo ele ficou com outros garotos, era apaixonado por um cara que ele não falava em outra coisa, brigamos várias vezes. Eu tentava me moldar pra poder ser mais próximo dele, ou pelo menos um amigos como os outros, mas nada adiantou. 

O meu curso terminou, continuamos a nos falar mas agora nosso raro contato foi reduzido a quase nada. A saudade era grande demais, sentia muita falta dele. Aquilo me doía tanto que na antevéspera do Natal eu passei a madrugada toda chorando de saudades dele. No dia 28/12 brigamos feio e paramos de nos falar de vez. Foi horrível, naquela noite e chorei tanto e passei tanto mal que cheguei desmaiar no quarto. 

O tempo passou e depois do carnaval devido a um falecimento na familia dele, acabamos reatando nossa amizade. Soube que nesse meio tempo ele fez de tudo, tudo mesmo com outros caras. Morri de ciúmes mas ele tinha deixado claro que já tinha sido apaixonado por mim mas que agora eu era apenas um amigo e nada mais. Relutei mas aceitei a idéia. Ele se assumiu e me disse que foi uma barra em casa. Apagou o perfil dele, deletou o MSN e tudo mais. Meu conato foi reduzido a zero, nem ligar pra ele eu podia. 

Voltei ao curso tempo depois (ontem 26/05/07) para ver ele e com a idéia que seria a última vez. Fui, chamei ele no corredor, tentei puxar uma conversa mas não deu, faltava assunto. Quando ele estava voltando pra sala, eu disse que tinha algo pra mostrar pra ele. Pedi pra ele fechar os olhos, ele fechava e abria os olhos, até que fechou de vez. Ele achava que era um presente que eu tinha levado. Dai quando eu tive a certeza que ele não abriria mais os olhos, eu coloquei minhas mãos no rosto dele e o beijei. 

Sim, fiz aquilo que estava engasgado comigo há tempos. Não aceitaria nunca mais ver ele sem antes dar um beijo nele. Nele que foi o único que despertou emoções em mim, me emocionou várias vezes, me fe sonhar como nunca, me mostrou um mundo novo. Sentir os lábios dele com os meus era algo espetacular, ele retribuiu o beijo, ali no corredor do curso, com câmeras de segurança à nossa volta. O beijou durou poucos segundo, meu corpo estava leve. O mundo parou, daquele mesmo jeito que parou na primeira vez que eu o vi nas escadas. Aproveitei e passei um chiclete através desse beijo. Ficamos no corredor parados, sem falar nada, um de lado para o outro (na mesma posição da capa do Brokeback Mountain). Ele estava espantado, sem ar, eu também. 

Passei a mão pelo peito dele por cima do casaco e disse que iria embora, ele agradeceu o chiclete. Sai dali e fui pra locadora penando no beijo e sentindo o gosto dele na minha boca. Minha namorada me esperava na casa dela pra ver algum filme, liguei o celular e vi que tinha 2 ligações dela.

Depois da locadora voltei no curso pra falar com ele, mas ele parecia nervoso, atordoado. Fiquei preocupado. Fomos anadando e eu falando com ele, ele não olhava nos meus olhos, desviava o olhar e mal respondia. No meio do caminho ele passou o braço pelo meu ombro e me abraçou no meio da rua. Me senti protegido, talvez amado. Foi incrível. O ônibus dele chegou e ele me deu um último abraço e foi embora. Estávamos no mesmo local do nosso primeiro encontro, a lanchonete. 

Olhei para trás e vi sua última imagem, sorrindo pra mim. dei um tchau e ele foi embora. Se é pra sempre eu não sei, pelo menos eu acho que não nos veremos mais por vários motivos (moramos longe, idade, lugares diferentes) e até agora eu não páro de pensar em outra coisa além do beijo, o tão sonhado beijo. Perguntei a ele se nossa amizade continuaria, ele disse que sim. Mas tenho medo de se resquecido com o tempo/distância. 

Não sei como vai ser daqui pra frente, mas não me arrependo de nada e estou muito feliz por tudo. Não páro de chorar, mas agora é de alegria e um pouco de saudade também (rsrs). Meu pensamento é somente naquele beijo, aquela boca, aquele rosto, aquele abraço....

Michael - 20a
Rio Janeiro
Caio
aí galera!! 

Escrevo pela primeira vez para um site do gênero, mas isto se deve ao fato de ter achado o site muito, mas muito legal mesmo!! Tenho 20 anos, sou bissexual, e sinceramente adoro esta minha opção! Estou aqui pra contar um pouquinho de mim e o que vem rolando nos últimos tempos comigo. 

Sei desta minha opção desde os 14 anos, mas nunca tinha colocado em prática até os meus 19 anos, ou seja sou realmente gay desde então. O mais engraçado de tudo é que vi depoimentos nesta coluna muito parecidos com minha história, aquela coisa de ser e fingir que não é bem assim para agradar os outros, isso  é realmente um saco!!! 

Hoje começo a me abrir um pouco mais, alguns amigos já sabem e até o momento só o que tenho recebido é muito apoio, ainda bem!! No começo confesso que foi bem complicado virar para eles e falar: "Olha, eu sou gay", como disse uma amiga: "Cara você não pode vomitar isso assim do nada, tem que preparar a galera antes de contar este tipo de coisa, não é assim, você por pouco não me mata!!". 

Agora, sinceramente é meio complicado, não tem outra forma de contar é só assim, como ela diz vomitando a notícia! Fico feliz de poder contar isso pra vocês pois realmente passo por dias complicados, hoje tenho uma namorada e um namorado, sendo só ele sabe dela, adoro os dois, eles se conhecem e trocam altas confidências, isso porque se conheceram por minha causa, um dia sinceramente pretendo contar pra ela, mas este dia ainda está um pouco longe!

Os dias passam e eu continuo, ainda, escondendo de muita gente esta minha posição, acho que por medo da reação das pessoas que me cercam, mas os grandes e verdadeiros amigos já estão comigo e isto é o que importa!! Alguns já conheceram meu gatinho, e os que ainda não conhecem insistem em conhecer, só pra vocês terem idéia teve uma outra amiga que ficou com inveja dizendo que era um absurdo dois caras tão bonitos não darem bola pra ela, bem este problema agente resolve depois, foi o que eu disse.

Bem, deixa eu ir ficando por aqui, e espero em breve mandar novas mensagens um grande abraço para todos!!!

Caio - 20a
Minas
Rafa
em minha historia é meio complicada, mas vamos lá.

Eu tenho 17 anos e estou morando no Japão atualmente, mas vamos voltar uns 5 anos atrás onde tudo começou: lá estava eu num dia de aula normal, como todos os outros, conversando com os amigos e tudo mais - o que eu não sabia era que um acontecimento que aconteceria nesse dia mudaria minha vida toda. 

Estava eu voltando pra minha casa quando meu melhor amigo me chamou pra casa dele, queria me contar uma coisa. Eu achei estranho, mas como éramos muitos amigos fui saber o que acontecia com ele. Chegando lá, ele começou a chorar sem parar e não conseguia falar nada, eu consolava, mas não entendia o tanto de choro, foi quando sem eu perceber, ele me deu um beijo...um beijo??? Meu deus o que e isso???!!! Por que ele fez isso??? Não entendo até hoje, pois não reagi naquela época, eu simplesmente deixei rolar, ficamos nos beijando por muito tempo, ele tinha uma boca tão quente, tão gostosa...eu pensava que isso não fosse possível, eu não posso ter gostado, foi quando eu me levantei de um relance e fui embora sem dizer nada. 

Fiquei dias sem falar com ele só pensando no que tinha acontecido, me perguntava o por quê... Eu não conseguia explicar, só sabia que tinha adorado aquilo, e esse sentimento me matava, foi quando deixei de pensar com o raciocínio e deixei meus sentimentos fluírem. Fui até a casa dele pra conversar, ficamos um bom tempo em seu quarto conversando, ele me explicou tudo, que desde a infância ele sempre gostou de mim, que também quando ele percebeu que gostava de mim ficou como eu, sem saber o que fazer, sem reação, eu fiquei só ouvindo tudo que ele falava e comigo eu pensava, nossa como ele pode me amar tanto e guardar tudo isso ate hoje???? 

Não deixei ele terminar a história dessa vez, fui eu que agi no impulso e o beijei como nunca tinha beijado ninguém, naquele momento nada nos importava, nem as nossas mães que estavam na sala conversando...nada. Só queríamos nos amar, nada mais. 

E foi o que nos fizemos, e o que fazemos até hoje: Estou com ele faz 5 anos, estamos muito felizes, curtindo tudo em nossas vidas compartilhando todos os momentos os bons e os ruins. Hoje eu posso dizer com todas as palavras que EU AMO O LEO E NÃO CONSIGO VIVER MAIS SEM ELE. ELE É A MINHA VIDA, MEU TUDO, SEM ELE NÃO SOU NADA.

Espero que vocês tenham gostado de minha historia, e espero do fundo do coração que vocês tenham a mesma sorte que eu, de encontrar uma pessoa como esse meu gatinho. Estamos felizes pra “dedeu”  (risos). 

Um forte abraço pra vocês todos e até mais uma historia,

Lipe
o começo deste ano eu decidi que iria contar para meus amigos que eu era gay. 

Passei os primeiro meses morrendo de medo desta minha atitude, mas vi que seria
uma das formas de conquistar mais um pouco da minha liberdade, já que minha mãe não me deixava sair com meus amigos gays. Estava frequentando sessões de terapia e isto acabou fortalecendo mais minha posição frente a este assunto. Já tinha se passado meio ano e o máximo que eu tinha conseguido dizer aos meus amigos foi que no final do ano eu teria uma revelação a fazer que mudaria a minha amizade com todos, que muita gente iria deixar de falar comigo e que outras iriam ficar mais próximas. Cheguei a apostar com minha melhor amiga de que a revelação ia mudar nossa amizade. Mas o medo sempre falava mais alto e eu não consegui contar.

Depois das férias, o pessoal começou a ir para o cursinho e meu amigo fez amizade com umas meninas de lá. Uma delas acabou contando que era lésbica e que tinha sido violentada quando criança. Meu amigo me contou essa história e eu passei a ir para o cursinho afim de conhecer esta menina e suas duas amigas. No
dia em que as conheci, meu amigo tinha feito uma sessão de regressão na lésbica para ela ter um maior conhecimento do que tinha se passado com ela. Eu fiquei junto e escutei a história. Meu amigo foi embora e eu continuei conversando com as três. Num impulso, acabei contando que era gay e descobri que meu amigo já desconfiava disso. Foi uma das minhas maiores felicidades. Eu estava assumindo o que sou perante pessoas que tinha acabado de conhecer. Recebi um grande apoio, as três são super gente fina comigo até hoje. 

Depois desse dia, minha coragem tomou vulto e eu decidi que ia contar tudo para minha turma. Marquei um encontro no parque do ibirapuera após um dia de provas
para a gente relaxar. Fomos todos, menos minha melhor amiga, que estava estudando para as provas do dia seguinte. Chegando lá, ficamos conversando até o momento que sugeri fazermos um jogo da verdade. Minha turma é formada por eu e mais um menino e quatro meninas. Começamos o jogo e logo uma pergunta foi feita. Meu amigo perguntou se duas das minhas amigas eram lésbicas. Rolou uma pequena confusão, mas eu percebi que tudo estava caminhando para o lado certo e que mais cedo ou mais tarde alguém ia me perguntar se eu era gay. O jogo tinha praticamente acabado e ninguém tinha me perguntado nada. Então eu forcei a minha amiga mais antiga a me perguntar e ela o fez. Gelei na hora, minha coragem fugiu, mas eu não podia perder a oportunidade. Disse que era gay sim, e mais uma vez uma felicidade imensa tomou conta de mim. Minhas amigas pularam em cima de mim e ficaram gritando o quanto elas me adoravam e o quanto isso
tinha sido legal. Achei que meu amigo fosse ficar estranho comigo, mas ele tem sido muito legal. Percebi que minhas amigas realmente eram minhas amigas. 

Hoje, as mães de todos sabem que sou gay e eu não sou discriminado por isto.
Depois disso tudo, faltava eu contar para minha melhor amiga, mas eu não confiava muito que ela fosse guardar segredo. Um dia, estava no ICQ e ela me perguntou sobre a revelação que iria mudar nossa amizade e lembrou-me da aposta (não era preciso! A aposta não saía da minha cabeça!). Eu resolvi que já era hora dela saber, afinal todos já sabiam. Disse delicadamente que nunca iria poder dar a ela cunhadas, mas ela não entendeu. Então disse que só poderia dar
cunhados a ela, e ela ficou em dúvida sobre o que eu estava dizendo. Expliquei tudo a ela e perdi a aposta, afinal nossa amizade continuou tão forte quanto antes. 

Resumindo: Sinto-me muito mais livre, meus amigos têm me apoiado em muitas coisas. Já apresentei meus amigos gays a eles e minhas amigas me ajudaram muito no dia do fim do meu namoro. Sempre acreditei que a amizade é o sentimento mais forte do mundo, pois você pode amar sem ter a amizade da pessoa, mas é impossível ser amigo sem amar! Há outra pessoa em quem eu também posso confiar muito, pois além de irmã, ela é uma grande amiga. Minha irmã foi a primeira pessoa a saber que sou gay e desde então ela tem apoiado minhas decisões e tem me ajudado a viver, a descobrir o mundo!

Xande

inha irmã sofreu um acidente durante uma briga comigo em casa. Ela teve que ser internada no hospital e ainda fez uma cirurgia... O pior de tudo é que eu no começo não tive muito apoio da minha familia, que so pensava em me condenar e me intristecer mais ainda... Pensei em fugir de casa, e até me matar... Foi quando eu mandei um email para meus amigos e pras listas que eu tenho contato - inclusive a do site E-Jovem.com. Todos foram ótimos e me deram apoio, é graças a todos vocês que eu estou aqui hoje podendo contar minha história.

Por isso eu digo: A pior coisa na vida é ficar só, se você tiver amigos, nem precisa ter namorado, pois eles não vão te deixar nunca só...

Milhões de beijos!

The Fallen
aê e-jovens, aqui é o TheFallen com mais um depoimento para vocês. E o melhor de tudo é que esse é fresquinho, aconteceu no dia 24 de novembro.

Bom, como vocês sabem, eu tenho um amigo chamado Bru, ele é meu melhor amigo, sempre esteve junto de mim, sempre perto e sempre me apoiando. Mas recentemente descobri que estou amando (e não apaixonado por) ele e fiquei 
meio sem saber como agir. Eu sempre fui do tipo machão e nunca fui muito de demonstrar qualquer tipo de sentimento - exceto pra ele, o que levantava suspeitas ao redor da gente. Coisa que eu nunca liguei e nem ele.

Como eu me vi pego pela aramdilha do amor, e sendo ele hetero, ficava 
realmente difícil tentar qualquer aproximação. Então fiquei na minha, até 
pra não me machucar e não machucá-lo também.

E os meses foram passando. Eu tentando sem sucesso esquecê-lo (eu sei agora que jamais o esquecerei). Então eu criei coragem e liguei pra ele. Ele atendeu e marcamos de nos encontrar pra conversar. Acabamos nos encontramos em um bosque na casa dele e começamos a falar de banalidades, até que em um determinado momento ele me perguntou: - O que você quer me contar??

E eu disse para ele que eu o amava.

Ele ficou me observando por uns dois minutos (o que pareceu uma eternidade), e de repente ele me preguntou se eu achava que estava amando ele, eu prontamante disse que eu não achava, eu tinha certeza do que sentia por ele.
Então ele começou a me perguntar a quanto tempo eu identifiquei esse 
sentimento e como é que eu estava segurnado a barra, e eu respondendo tudo 
bem tranquilamente, até que num determinado momento ele me olhou bem nos 
olhos e me disse: -Ainda bem que você se apaixonou por mim, porque eu sou seu amigo, e, mesmo sendo hetero, jamais faria algo pra te prejudicar.

Nessa hora eu quase caí, o que ele me disse simplesmente me abalou, porque 
mesmo sabendo que ele é meu melhor amigo, jamais me passou pela cabeça que 
ele pudesse gostar tanto de mim assim, que fosse tão sincero. Depois disso, nós ainda fomos pra casa dele conversando, ele feliz por ter ouvido a verdade e eu aliviado por ter contado, e mais feliz ainda por saber que tenho o melhor amigo do mundo!!!!!!

Às vezes não damos o devido valor para os amigos, mas no meu caso sei que esse meu AMIGO, estará sempre comigo, pro que der e vier.

Ah, pra finalizar, gostaria de indicar o livro "Senhora" de José de Alencar. Apesar de não gostar muito da literatura brasileira, devo dizer que este romance é uma das melhores obras já escritas até hoje.

Peter Pan
ara eu namorei durante dois anos meu melhor amigo... amigo de infância... de colégio... amigo de experiências e confidências... Foi muito bom enquanto durou, pois a gente, por sermos amigos de infância, a gente se conhecia muito bem... 

Assim que a TELESC foi privatizada eu fiz de um tudo para contratá-lo... Dei grandes festas de aniversário e tudo mais... Tudo o que eu fazia era em função dele... Resumindo a historia... A gente brigou... ele me ferrou no emprego... afinal ele sabia demais e também sabia o que me fazia perder a cabeça... assim foi feito, eu sai da TELESC... perdi numa tacada as três coisas que mais amava na vida... meu namorado e amigo Anderson; meus amigos do serviço; e meu emprego que tanto gostava... agora ele passa por mim e finge que nem me conhece... 
Abaixa a cabeça ou muda de direção... Pergunto: e a nossa amizade ??? E aquele Anderson que antes de ser meu namorado era meu amigo? Confidente? O garoto que comigo fazia grude para montar uma pipa e empina-lá na barreira, mesmo sabendo que isso poderia acabar numa surra para nos dois...

Amigos, não confundam amor de amigo com amor de namorado... é difícil, pelo menos eu nunca vi, um casal continuar amigo depois de um grande amor e uma grande desilusão... É melhor segurar as pontas e aguentar firme... namorados tem de monte... mas melhores amigos, somente um na vida.
 

Peter Pan
Floripa/SC 
Claudinho
eu nome é Cláudio, tenho 20 anos e a história que vou contar aconteceu em abril de 2000, uma semana antes do meu aniversário de 19 anos........

Eu tenho um grande amigo chamado André, somos quase como irmãos, gostamos 
muito um do outro e sempre nos apoiamos em todos os momentos....Numa tarde 
meu amigo me ligou muito triste, chorando, eu não tinha idéia do que estava 
acontecendo, nós não nos viamos fazia uns 3 meses, eu estava longe, morando 
com meu pai, precisava me afastar de tudo e decidir o que faria naquele ano de vestibular, o que escolheria, etc..... Comecei a conversar com ele e tentar 
entender o porque daquilo, ele me disse que havia terminado com a namorada, que estava muito triste, que queria me ver o mais rápido possível, etc.... Mas eu sabia que algo não se encaixava naquela história,faltava uma peça no quebra-cabeça... Como eu tinha uma aula de conversação no curso no dia seguinte à noite, e ficava perto da casa dele, disse que chegaria de manhã ao Rio e passaria na sua casa mais ou menos às 13:00hs, porque o curso era só às 19:00hs...

No dia seguinte, cheguei a casa dele e fomos para o seu quarto conversar. Ele fechou a porta e deixou apenas a janela aberta... Começou a falar da garota, que o namoro tinha durado 1 mês, que ela tinha traido ele, etc... mas ele estava muito nervoso e não parava quieto, eu estava sentado no sofá e ele rodava pelo quarto todo... E eu sabia que faltava algo nessa história, até que ele sentou na cama e me disse na cara-de-pau, "Você sabe Cláudio, não era uma garota, era um garoto e seu nome é Thiago." 

Eu disse apenas "Ah, tá." 

Acho que a minha reação de naturalidade foi o que mais o espantou... Aí ele me contou que o seu primeiro beijo num homem havia sido com esse garoto, naquele quarto e que sofreu muito quando ele o traiu e descartou como um objeto... Depois da história toda meu amigo perguntou se eu era gay e respondi que sim, mas que nunca tinha sequer dado um beijo num homem... Aí nós conversamos e colocamos a par um para o outro os únicos segredos que haviam na nossa amizade...

Chegou a hora de ir embora e ele foi fechar a janela e destrancar a porta do quarto para eu sair... foi quando ele me agarrou e me deu um beijo.... eu tremia dos pés a cabeça e falava que não estava preparado para aquilo, que não era hora... Acabei saindo de sua casa totalmente transtornado,acabei não indo para aula, não conseguia falar sem gaguejar... só queria chegar em casa tomar um banho e chorar...

Cheguei em casa ainda sem acreditar no que havia ocorrido, tenho a péssima 
mania de me preparar psicologicamente para tudo, e quando ocorre algo que eu 
não cogitara fico meio que perdido e atônito... Tomei um banho demorado, chorei tudo que podia debaixo do chuveiro e pela primeira vez consegui me olhar no espelho sem nenhuma máscara, sem nenhuma mentira... Consegui me ver como eu era, com minhas qualidades e defeitos, e todas as vontades e desejos... Consegui olhar e dizer, "Sou gay,isso não é uma fase de adolescência, isso não vai passar, eu sinto desejo por homens e não me sinto pior ou melhor que ninguem por causa disso. Gosto e me aceito como sou e serei feliz assim...." Isso se tornou muito marcante para mim....

Meu amigo me ligou desesperado no dia seguinte pela manhã, com medo de perder minha amizade por causa do ocorrido, mas disse a ele que continuariamos os melhores amigos...

Hoje sou muito feliz, minha mãe sabe da minha sexualidade (isso já é 
outra história, mas vc pode ver como foi aqui) e eu e o André continuamos a cada dia mais amigos e confidentes, estamos juntos para comemorar muitas coisas e chorar outras.... Nossa amizade se fortalece a cada dia...

Gostaria que cada pessoa se aceitasse como é, por mais que isso seja difícil e por mais que a mentira seja reconfortante, lembrem-se, ela não passa de uma mentira...


 
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