É
assim que tudo começa, confiamos demais nas pessoas.
Pelo menos comigo foi assim. Comecei
a namorar, tínhamos um namoro tranqüilo de uma forma geral.
Brigávamos pouco, os pais dele me adoravam, bom meus pais odeiam
qualquer coisa que venha de mim, mas isso é outro papo. Muitos amigos
em comum. Claro que tínhamos algumas desavenças, mas nada
sério, até no fator sexual. Às vezes rolavam uns atritos,
mas nada que qualquer casal não passe.
Realmente achei que ele era o homem
da minha vida, com quem viveria até o fim de meus tempos. Todo que
acontecia de bom, era devido a ele. Meu tempo... todo pra ele, até
na faculdade comecei a faltar para ficar mais tempo com ele. Dedicação
exclusiva. Mas não posso reclamar, sempre recebi em troca muito
carinho. Embora às vezes ele parecesse meio distante, o que importa
é que eu o amava muito e seria dele pra sempre.
Com o tempo a confiança foi
crescendo, isso juntou com a paixão, se aliou ao tesão e
formou uma bomba que quase acabou com a minha vida.
Tudo se deu num simples fraquejo,
num simples lapso, na primeira vez que ficamos sem camisinha. Ele olhou
nos meus olhos e disse: "Amor, pode confiar: estou limpo!", e eu acreditei...
a partir daquele momento entreguei-me totalmente, e passamos a fazer sexo
sem camisinha, para "sentirmos mais prazer" (o que não é
verdade, pois na minha opinião o sexo com preservativo ajuda na
lubrificação, o que diminui o atrito, diminuindo a dor, mas
este não é o tema central).
Dois meses depois da primeira transa
desprotegida, fiz o teste do HIV, apenas para controle, e para a minha
surpresa o resultado foi positivo...
(continua)