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| E-UA
by
Charles
|
| Oi
Galera! Tudo bem?
Faz muito tempo sem falar com vocês. Voltei de nove semanas no Brasil, fiquei uma semana com minha familia em Dallas, e depois começei a universidade aqui em Washington, DC. Por fim minha vida está mais tranquila e tenho tempo para escrever. Como já falei, passei nove semanas no Brasil, fazendo estágios em dois jornais em Belo Horizonte e em São Paulo e também viajei um pouco com meu professor de português e a esposa dele quem visitaram Salvador, Brasília, Belo Horizonte, São Paulo, e Rio de Janeiro com um dinheiro que a minha escola lhes deu. Gostei muito do meu tempo aí. Em Belo Horizonte, ninguém sabia que eu era gay, mas em São Paulo, fiquei no apartamento de um amigo que era gay também. Então, durante minhas três semanas lá, tinha tempo para descobrir a vida gay. Ele morava bem perto de Jardins e Consolação, então, não era difícil sair a noite para as botes e os bares. Também, fui com o Deco para Campinas duas vezes para ver a vida gay lá também. Pela primeira vez na minha vida, entrei numa boate gay! Vi homens beijando homens, dançando com outros homens, etc. Estava muito mais comfortável lá do que numa boate ou num bar heterossexual. Nos primeiros segundos, era um pouco estranho ver este tipo de coisa, mas depois de uma hora, me acostumbrei e começei a gostar da minha balada. Nunca saí para uma boate gay em Dallas, então, para mim, era uma experiência incrível! |
Por fim, tive
que ir para Guarulhos e embarcar no avião para Dallas. Estava
muito triste. Gostei muito do meu tempo em Belo Horizonte e fiz muitas
amizades lá, claro, mas São Paulo era diferente. Vivía
com uma pessoa gay e passei muito tempo com ele e o melhor amigo dele que
é da mesma cidade no interior de São Paulo, e podia falar
sobre coisas sem me preoucpar com as outras pessoas e podia saír
também. Em Dallas, nunca tenía amigos gays – na verdade,
só um amigo que trabalha para American Airlines e então sempre
está viajando. Por isso, ter não só um, mais
dois amigos gays com quem podia saír e falar por três semanas
era muito bom para mim. Nunca vou esquecer do meu tempo no Brasil
neste verão (o seu inverno). A causa mais importante é
os amigos em São Paulo. Um abriu a porta do seu apartamento
para mim sem me saber antes (já conheci o outro amigo, mas nunca
ele). Ele me salvou de uma situação muito ruim no meu
primeiro apartamento e me tratou como um irmão ou um melhor amigo.
Ele me mostrou muitas coisas na cidade, era meu condutor quando a gente
saía a noite, e fez MUITO para mim. O outro amigo também
fez muito e nunca posso lhes agradecer bastante. Fiquei muito triste
no avião voltando para Dallas...
Bom, agora estou aqui, estudando muito (e festejando um pouco também) na Georgetown. No segundo parte deste coluno, vou falar sobre meu primeiro mês aqui na capital das capitais. Até logo! Abraços, Charles
Confira a coluna
de estréia do Charles abaixo! |
| ESTRÉIA!
É um pouco dificil decidir o que vou escrever para esta coluna, principalmente porque português não é minha primeira lingua, mas tambem porque não sou out (assumido), e sempre tenho medo do que alguem vá notar que sou gay. Então, acho que seria melhor que primeiro eu fale um pouco de mim. Tenho 19 anos, e estou no Brasil em férias de verão. Em agosto, vou estudar relações internacionais na universidade Georgetown em Washington DC. É meu sonho de um dia ser embaixador, mas quero estudar coisas interncaionais principalmente porque gusto muito do exterior (especialmente do Brasil) e quero viajar muito durante minha vida. Eu sei que meu português não é perfeito, mas muitas pessoas não acreditam que um americano possa falar esta lingua. Eu aprendi no Tocantins no verão passado, onde fiquei um mês como parte de um intercâmbio de estudantes. Meu grupo visitou muitas cidades brasileiras, como Rio de Janeiro, Campo Grande, Curitiba, e tambem o Pantanal. Foi uma viagem muito legal! Gostei muito da lingua e decidi de continuar meus estudos na escola, onde estudo o português uma vez por semana com um professor americano. Usamos um livro texto, assistimos Globo, lemos jornais e livros brasileiros, etc. Para praticar com brasileiros, sou voluntário no aeroporto de Dallas-Ft. Worth. Faço os anúncios em português, por exemplo, para os vôos da American Airlines com destino a São Paulo. Estudo (e falo muito melhor…) francês e espanhol tambem. Bom, não posso protelar mais: preciso escrever alguma coisa sobre a vida gay aqui, na minha cidade de Dallas e na minha escola. Acho que uma coisa muito interessante nos Estados Unidos e o uso da palavra “gay.” Faz um ano, o pessoal do jornal escolar decidiram escrever uns artigos sobre homossexualidade na minha escola, onde sou tinha um estudante “out.” |
Numa pesquisa,
91% dos estudantes falaram que eles estão comfortáveis ao
redor de pessoas homossexuais. Todavia 48% do mesmo grupo de estudantes
falaram que eles usam a palavra “gay” como um adjetivo negativo. Na minha
opinão, a porcentagem é até mais alta. Todos os dias,
ouço pessoas falando a palavra “gay” não para descrever uma
pessoa, mas para descrever um professor mesquinho ou um carro ruim ou uma
decisão impopular da administração da escola. Quando
um estudante gay, como eu, ouve todos meus amigos e de vez em quando uns
professores falando a palavra gay para descrever coisas assim, como ele
pode reagir? É bem dificil. Gostaria muito de ter um
amigo em quem posso confiar meu segredo, mas não posso porque ele
ou ela teria uma opinião de mim como suas opiniões das outras
coisas que ele ou ela chama de “gay.” Esta palavra tem só
três letras e no passado signigicava “feliz,” mas agora pode criar
muita dor.
Nuns meses morarei numa outra cidade, três horas de avião da minha familia e eu sei que as coisas serão melhor para mim. Quase todos os estudantes moram nas suas faculdades nos Estados Unidos, e eles ganham independência durante os quatro anos de estudos. Sem as restrições dos meus pais, posso fazer muitas coisas novas. Vai ser uma experiência muito legal para mim. Faz três anos que eu trabalho no jornal escolar na minha escola, mas só escrevo noticias e não tenho experiencia com as colunas. Então, espero que vocês aprendam alguma coisa depois de ler esta minha primeira. Espero que voces continuem a lendo no futuro para saber mais das minhas experiencias na universidade. See you, Charles |
Leiam também a coluna do Pedro - infelizmente essa coluna foi descontinuada devido aos atentados de 11 de Setembro... Os pais o trouxeram de volta ao Brasil...
Bom, no final da coluna falo um pouco de mim... Vamos direto à como eu vim parar aqui. Chegada
Foi só depois de muita insistência minha com meus pais para conseguir vir pra cá, que meu pai disse o que eu queria ouvir:"Tá bom!". Pulei de alegria - afinal meu sonho sempre foi morar fora do Brasil, não sei explicar o porquê, mais sempre foi!!! Eu vim pra cá quando eu tinha 14 anos, isso foi em outubro passado (+ ou -), em janeiro eu e minha mãe embarcamos para os EUA, minha mãe para conhecer onde eu ia ficar (coisas de mãe, vocês entendem...). Desembarcando aqui, pensei que seria moleza para mim (pensei que iria sair falando com todos instantaneamente, já que eu fazia Inglês ai no Brasil desde os 4 anos de idade), mas eu estaria perdido até hoje se não fosse minha mãe enxergar o Mr. Jakyll com uma plaquinha escrita meu nome. Minha mãe se aproximou e começou a conversar com ele para saber se o eu era o mesmo Pedro da plaquinha - e era. Romeo Jakyll, o dono da casa onde eu ia morar, veio falar comigo, e disse apenas: "Hello Pedro, nice to meet you!", só que não do jeito que nos ensinam aqui, com o sotaque de lá! Quem disse que eu entendi??? Mami entrou em ação novamente, traduziu o que ele tinha falado comigo, e minha resposta foi um engasgado "Nice to m-meet you, too." Fomos no carro dele até em casa, os dois (mami e ele), conversando e eu cagando de medo. Chegando lá conheci a Juliet e a Amanda, esposa e filha dele, que me receberam muito bem. Comecei a me soltar e arriscar algumas palavras, as malas foram desfeitas, e acabamos indo ao shopping lanchar e ver um filme (não lembro que filme era, mas era um desenho). Entendi pouca coisa, mais foi um começo... Depois do filme fomos lanchar, adivinha o que??? Claro, hamburguer, batata-frita e refrigerante, só que não foi no McDonald's foi num lugar que acho muito melhor, o BurguerKing. Depois desse dia que foi um domingo (eu acho), fomos todos 'felizes', me matricular na Hill High - o ano letivo já estava na metade, porque aqui começa em Agosto, e logo no dia seguinte, na terça, já seria o meu... Primeiro
Dia de Aula
Duas semanas depois, minha mãe foi embora e lá estava eu, sozinho na América. Sabe aquela coisa que você vê em filmes americanos, de comer panqueca, bacon, pasta de amendoim no café da manhã? Acredite - é verdade! Mas isso tudo eu tinha 14 anos e ainda era tímido aqui nos EUA, hoje com quase 16 não restou nada desse garoto tímido... Não mesmo, deixa eu te contar como foi... A primeira
ficada
Numa sexta-feira, ainda na aula de manhã, começamos a combinar de ir ao cinema mais a tarde. Uma hora antes do combinado lá fui eu, andando já que estava adiantado, e quase chegando lá vejo uma coisinha perfeita na minha frente - nossa, como ele era bonito: tinha ums 1,80 mais ou menos, lindos e grandes olhos verdes, ombros laaaaaargos, rosto lindu, aiaiaiaia, ele era muito gato - até diminuí meu passo para poder ficar observando-o por mais tempo - foi quando eu quase trombei nele! Me assustei e pensei "será que ele percebeu que eu estou secando ele?", foi quando ele me perguntou as horas, acho eu que já com segundas, terceiras e quartas intenções. Rrespondi, ele perguntou se eu tinha fogo (para acender o cigarro, ta? Na hora também levei um susto e levei logo para o lado sensual da palavra), respondi que não fumava, e nisso começamos a conversar e descobri que ele também ia ao cinema ver o mesmo filme, na mesma sessão. Fiquei quase sem ar, mas continuamos a conversar. |
Chegando no
cinema, ele foi se encontrar com as colegas dele e minhas expectativas
afundaram. "Ele nem é homossexual", pensei, e fui encontrar com
meus amigos. Começamos a zuar, a rir e tal, sempre eu olhando por
alto para ver se eu achava o meu Deus Grego, quando ele chegou sem
eu perceber e disse que gostou muito de mim, me perguntando se ele e suas
amigas podiam assistir o filme com a gente. Eu logo respondi que sim, e
quando ele voltou com as amigas dele eu fui apresenta-lo para os meus amigos
e lembrei que não sabíamos nossos nomes! Ele me interrompeu
é falou 'Mark'. Esse era o nome do Deus Grego, que tinha 20 anos.
Conversamos um pouco e logo deu o horário da sessão, compramos
nossas entradas e a pipoca (como os potes que vendem pipoca aqui são
exageradamente enormes, sempre um compra de meia com o outro - eu, claro,
comprei a pipoca de meia com o Mark).
Eu estava com medo de investir mais, pois apesar de tudo ainda não pensava que ele fosse gay. Mas quando nós dois fomos pegar pipoca juntos e um 'pegou' na mão do outro, rolou um clima... Ficamos assim uns segundos até eu puxar minha mão no susto e isso se repetiu o filme inteiro - às vezes ficávamos com a mão mais tempo e uma hora ou outra ele falava alguma coisa no meu ouvido, aquele hálito quente cheiroso (apesar de fumar ele sempre andava com aqueles negocio de dá bom hálito) que me entorpecia. O filme (que filme? hehe) acabou e eu e o Mark fomos andando conversando (sabe quando alguém anda do seu lado meio que tombando, pra cima de você? Então ele estava me relando toda hora, eu já nem prestava atenção no que ele falava mais só olhava para a boca dele) e fomos andando até onde íamos nos separar. foi quando ele virou pra mim e falou "Posso te perguntar um negocio?" (nessa hora eu gelei, pensando no que viria depois da minha resposta) "Pode," disse eu. "Se eu estiver enganado você não fica bravo comigo?" "Claro que não..." "Então lá vai, você gay?" Fiquei assustado e gaguejei, mais balancei minha cabeça positivamente. Ele virou para mim com uma voz angelical e disse: "Sabe o que é? E que eu te achei muito bonitinho, pode rolar alguma coisa entre nós?" "PODE, quer dizer acho que pode..." Nisso olhei para frente e vi um banquinho e falei "Vamos sentar lá?" "Vamos!" Sabe quando você ta morrendo de vontade de beijar, mas não toma coragem? Foi quando ele deitou sua cabeça no meu ombro e disse o quanto o céu estava bonito, no que eu olhei para cima ele me lascou um beijo... Puta merda, como ele beijava bem... Aquele cheiro que me entorpecia, quase me matou, com o gosto da boca dele, com aquela boca carnuda, foi quando eu coloquei a mão no abdomem dele e percebi que era de tanquinho, eu estava quase tendo um infarto ali, ele me abraçava de uma maneira ao mesmo tempo bruta e delicada, e eu senti ele descendo suas mãos pelas minha costa, até o cóccix, o que me deixou com um puta tesãooooooooo, e eu esta com a mão já no bumbum dele que era super-hiper-ultra duro... Enfim, esse beijo foi daqueles que durou quase 25 minutos, quando paramos para respirar, eu estava até fora do ar, precisei de um tempo para voltar a mim, e ficamos beijando por mais algum tempo. Mas como estava tarde e eu sou de menor tivemos que nos separar... Trocamos telefones, no dia seguinte ele me ligou... Mas isso eu conto uma outra vez... That's All Folks!!!
Nome:
Pedro Enrique
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