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Juventude
GLBT vai ter sua própria Conferência
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Iniciativa da REDE E-JOVEM discutirá políticas públicas com adolescentes e jovens gays, lésbicas, bissexuais, travestis e transexuais de norte a sul do país Empolgados pelas Conferências de Juventude e GLBT, convocadas pelo Governo Federal, jovens gays e lésbicas de todo o Brasil reuniram-se para organizar a I Conferência Livre Nacional da Juventude GLBT, que acontece no dia 16 de março, ao mesmo tempo, em Porto Alegre (RS), Campinas (SP), Salvador (BA), Brasília (DF) e Porto Velho (RO). Ao todo, são mais de 30 voluntários trabalhando na coordenação das Conferências. “Em Campinas, vamos ter 20 computadores conectados com todas as cidades que estiverem online,” explica Chesller Moreira, coordenador geral do E-CAMP, o Grupo E-jovem em Campinas. “Assim a gente pode não só saber o que acontece nas outras cidades, mas também agitar uma Conferência Livre na Internet, com a galera E-jovem que não conseguir estar em nenhuma das etapas locais.” Para ajudar as etapas locais, organizadas por jovens GLBT da própria cidade, a Rede E-jovem elaborou e distribuiu aos voluntários um manual que pode ser acessado através do link: Conf_Livre_Juv_GLBT.doc Em Rondônia, onde a Conferência
Livre da Juventude GLBT tem o apoio do núcleo jovem da ONG GLBT
Tucuxi
– Núcleo de Promoção da Livre Orientação
Sexual e do GGR – Grupo Gay de Rondônia, já há
80 adolescentes e jovens pré-inscritos. “Conseguimos trazer a
Senadora Fátima Cleide (PT-RO), que irá falar sobre o PLC
122 (Lei Anti-Homofobia), o Instituto Ayrton Senna e vários secretários
municipais,” comemora Lázaro Káltyman, coordenador em
Porto Velho. “Vai ser uma revolução histórica para
todos os jovens GLBTs de nosso país!”
CONFERÊNCIAS
LIVRES
A I Conferência Livre da Juventude GLBT conta com o apoio da Secretaria Nacional de Juventude, ligada à Presidência da República, de várias secretarias e coordenadorias da juventude das cidades-sede, de Centros de Referência GLBT e de Juventude e de várias ONGs GLBTs e núcleos E-jovens espalhados pelo país. MAIS INFORMAÇÕES AQUI: CLIQUE
Controle social, mídia e prefeitura de São Paulo Na última quinta-feira (28/02), o Conselho Municipal de Atenção à Diversidade Sexual de São Paulo (CADS) reuniu-se após 15 meses de inatividade. Antes disso, os jornalistas Beto Sato e Ferdinando Martins escreveram duas matérias denunciando irregularidades na prefeitura, mas nenhum veículo GLS comercial aceitou publicá-las, alegando que criariam problemas institucionais, uma vez que a CADS é financiadora de eventos na cidade. Foi escrita uma primeira matéria sobre a inatividade do Conselho e outra depois que a prefeitura convocou o Conselho para uma reunião que aconteceria dia 26 de outubro passado - mas que não aconteceu até essa semana, quatro meses depois. O E-JOVEM.COM, como veículo de mídia independente, achou por bem publicar as matérias na íntegra, mesmo elas tendo sido escritas em setembro e outubro de 2007, por uma questão de transparência e como registro. Seguem as duas
matérias, na íntegra.
Cads convoca reunião do Conselho de Diversidade Sexual Por Beto Sato Após 11 meses de inatividade, o Conselho Municipal de Atenção à Diversidade Sexual de São Paulo, que reúne representantes governamentais e da sociedade civil, deverá se reunir nesta sexta-feira, dia 26 de outubro. A convocação foi feita pela Coordenadoria de Assuntos da Diversidade Sexual (Cads). A convocação
é resultado de reunião ocorrida em 20 de setembro com a Cads
e militantes de quatro
"O Conselho se reuniu durante todo o ano de 2006, na construção de seu regimento interno e de outras questões como o Autorama, por exemplo", afirmou Cássio Rodrigo. "Contudo, em novembro de 2006 optou-se por ampliar o Conselho, que está aguardando o decreto de alteração de sua composição. Decreto este que ficou preso na malha burocrática da prefeitura, e somente há um mês que se conseguiu o consenso entre os corpos jurídicos das Secretarias e está no Gabinete do Prefeito para análise e assinatura". Segundo Cássio, foi decisão dos conselheiros não mais se reunir enquanto a alteração não fosse feita. A conselheira Irina Bacci, no Inova, explica, porém, que foram os conselheiros governamentais que defenderam a suspensão das reuniões. Para Cássio,
"o conselho é um órgão autônomo e não
cabe somente à Cads cobrar sua atuação, mas
Falta de projeto A ausência de reuniões do conselho, no entanto, é apenas a ponto do Iceberg de uma crise que assola a Coordenadoria. Criada em 2005, a coordenadoria foi projeto na gestão da ex-prefeita e atual Ministra do Turismo Marta Suplicy (PT-SP). No entanto, por problemas técnicos, só foi inaugurada na gestão seguinte, pelo então prefeito e atual governador de São Paulo, José Serra (PSDB-SP). O cargo de coordenador foi ocupado pelo jornalista Celso Cury durante os três primeiros meses, sendo substituído por Cássio Rodrigo, funcionário de carreira da prefeitura. Em seus 32 meses de sua atuação, a Cads destacou-se pelo apoio a algumas iniciativas na área de cultura. No entanto, a principal queixa da militância é a falta de um projeto efetivo para a coordenadoria, que em larga medida tornou-se competidora das ONGs na realização de eventos, mas deixou sem resposta uma série de ações mais urgentes. A reivindicação mais importante, segundo Julian Rodrigues, do IEN, é a formulação de políticas públicas permanentes para o segmento GLBT de São Paulo. Por conta disso,
os militantes solicitaram a elaboração de um programa da
Cads para o segmento, a
Correndo atrás A reunião produziu efeitos. Desde então, a Cads além de marcar a reunião com os conselheiros, passou a divulgar suas ações por meio de um boletim eletrônico. No entanto, há muito ainda a ser feito e corrigido, segundo os militantes. O Autorama, tradicional ponto de encontro de homossexuais de São Paulo, corre o risco de ser fechado. "Estão matando o Autorama aos poucos. Todo fim de semana tem batida por lá – e o que não falta é humilhação por parte dos policiais", diz a ativista Jacques Channel, da Acastra. O Belvedere da 9 de Julho, onde seria construído um centro de referência ao turista GLBT, foi inaugurado há mais de um ano, mas hoje se encontra ocupado por moradores de rua. Além disso, como apontam os militantes Edson Azevedo, do Instituto Ser Humano, e Márcia Lima, da Acastra e do Fórum Paulista de Travestis e Transexuais, é inaceitável que a coordenadoria não tenha em seu quadro de funcionários uma transgênero. "Eu me sinto excluída quando chego na Cads e não encontro uma trans trabalhando", diz Márcia. A reunião
do conselho é aberta a todos os interessados. Quem quiser participar,
é só se dirigir à Rua Líbero Badaró,
119, térreo.
Conselho criado por José Serra em está há 15 meses sem se reunir Por Ferdinando Martins Desde novembro de 2006, o Conselho Municipal de Atenção à Diversidade Sexual de São Paulo, que reúne representantes governamentais e da sociedade civil, esta inativo. A convocação deveria ser feita pela Coordenadoria de Assuntos da Diversidade Sexual, que solicitou em novembro de 2007 ao Fórum Paulista GLBT, nova indicação de conselheiros - à qual foi prontamente atendida no mesmo ano. "O Conselho se reuniu durante todo o ano de 2006, na construção de seu regimento interno e de outras questões como o Autorama, por exemplo,", disse Cássio Rodrigo, coordenador da Cads. "Contudo, em novembro de 2006 optou-se por ampliar o Conselho, que está aguardando o decreto de alteração de sua composição. Decreto este que ficou preso na malha burocrática da prefeitura". Segundo Cássio, foi decisão dos conselheiros não mais se reunir enquanto a alteração não fosse feita. A conselheira Irina Bacci, no Inova, explica, porém, que foram os conselheiros governamentais que defenderam a suspensão das reuniões. Enquanto os da sociedade civil preferiam continuar com as reuniões. "O conselho
é um órgão autônomo e não cabe somente
à Cads cobrar sua atuação, mas também à
Falta de projeto A ausência de reuniões do conselho, no entanto, é apenas a ponto do Iceberg de uma crise que assola a Coordenadoria. Criada em 2005, a coordenadoria foi projeto na gestão da ex-prefeita e atual Ministra do Turismo Marta Suplicy (PT-SP). No entanto, por problemas técnicos, só foi inaugurada na gestão seguinte, pelo então prefeito e atual governador de São Paulo, José Serra (PSDB-SP). O cargo de coordenador foi ocupado pelo jornalista Celso Cury durante os três primeiros meses, sendo substituído por Cássio Rodrigo, funcionário de carreira da prefeitura. Em seus 32 meses de sua atuação, a Cads destacou-se pelo apoio a algumas iniciativas na área de cultura. No entanto, a principal queixa da militância é a falta de um projeto efetivo para a coordenadoria, que em larga medida tornou-se competidora das ONGs na realização de eventos, mas deixou sem resposta uma série de ações mais urgentes. A reivindicação mais importante, segundo Julian Rodrigues, do IEN, é a formulação de políticas públicas permanentes para o segmento GLBT de São Paulo. Por conta disso, os militantes solicitaram a elaboração de um programa da Cads para o segmento, a exemplo do Brasil sem Homofobia, do governo federal. "Se você não tem um programa de governo, não adianta garantir a estrutura", disse Marisa Fernandes, do CFL. "Três meses após a entrega da ata na qual constam as indicações dos conselheiros pela sociedade civil, a Cads ainda não realizou a posse dos mesmos alegando que a Secretaria de Cultura do município, não indicou seu representante para compor o conselho", afirma Beto Sato que é um dos conselheiros eleitos e monitor do programa Brasil sem Homofobia do Governo Federal. "Há 15 meses a Cads, atua na cidade sem seu órgão de controle social, que é o conselho. Sem fiscalização, sem prestar contas, sem ouvir as demandas da sociedade civil os projetos da Cads tem se limitado a festas e eventos. Agora vir responsabilizar a "malha burocrática da prefeitura" por 15 meses de marasmo, é no mínimo tentar passar atestado de burrice pro povo Paulistano" completa o conselheiro. O Autorama,
tradicional ponto de encontro de homossexuais de São Paulo, corre
o risco de ser fechado. "Estão matando o Autorama aos poucos. Todo
fim de semana tem batida por lá – e o que não falta é
humilhação por parte dos policiais", diz a ativista Jackie
Channel, da Acastra. O Belvedere da 9 de Julho, onde seria construído
um centro de referência ao turista GLBT, foi inaugurado há
quase 2 anos, mas hoje se encontra ocupado por moradores de rua. Além
disso, como apontam os militantes Edson Azevedo, do Instituto Ser Humano,
e Márcia Lima, da Acastra e do Fórum Paulista de Travestis
e Transexuais, é inaceitável que a coordenadoria não
tenha em seu quadro de funcionários uma transgênero. "Eu me
sinto excluída quando chego na Cads e não encontro uma trans
trabalhando", diz Márcia.
E-JOVEM lança Ciclo Juventude & Homossexualidade em Campinas O E-CAMP - Grupo E-jovem de Adolescentes Gays, Lésbicas e Aliados em Campinas - lançou no dia 23/02, no Museu da Imagem e do Som, o ciclo de cinema Juventude & Homossexualidade, que apresentará filmes seguidos de debates todo final de mês. Falar de adolescentes e jovens gays é mexer num grande vespeiro, afirma Chesller Moreira, Coordenador Geral do E-CAMP, Mas eles precisam de referência. É importante que a garotada se veja na tela, assista histórias com as quais possa se identificar e depois converse sobre isso. Dá um trato na auto-estima. Para o presidente nacional do GRUPO E-JOVEM, Deco Ribeiro, isto é apenas o começo. Nossa parceria com o MIS envolve a criação de um curso gratuito de cinema e vídeo para adolescentes e jovens GLBTs, focalizando o combate à homofobia. A forma, se documentário ou ficção, será escolhido pelos próprios jovens. A idéia é lançar toda aprodução na internet. Esse, aliás, será o tema da sessão de abertura, que exibirá os curtas Meu Cachorro Gay, ficção, e Chesller, documentário. No debate, após a exibição, vamos discutir como cada gênero atinge o público e como ambas as formas podem ajudar a combater o preconceito, explica Chesller, cuja vida serviu de fio condutor ao documentário. Confira abaixo a programação desse primeiro semestre de 2008: 23/02 - Meu Cachorro Gay
e Chesller
22/03 - Pra que time ele joga,
Medo
de quê e Boneca na mochila
26/04 - Minha vida em cor-de-rosa
24/05 - Mistérios da
carne
28/06 - Delicada atração
SERVIÇO: Ciclo Juventude & Homossexualidade
Data: 23/02
-
Até
quando seremos espancados e mortos?
Outras reportagens:
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Você
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Sabia? |
ue o comportamento homossexual é muito mais natural do que se pensa?? O famoso Dr. Kinsey, autor de
"Sexual Behaviour of the Human Male" - estudo que tem fundamentado
tudo o que se diz sobre sexualidade masculina desde meados do século
passado - afirma em seu livro que o motivo pelo qual homofóbicos
se opõe a homossexualidade é bem simples: o medo do crescimento
da atividade homossexual. Conclui o Dr. Kinsey que com menos
homofobia haveria muito mais homossexualidade. Ao se remover a pressão
social que reprime a atração pelo mesmo sexo, o desejo homossexual
cresceria e se espalharia naturalmente em larga escala.
(Fonte: MiX Brasil)
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