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Candidatos LGBT a vereador de São Paulo falam sobre suas propostas para a juventude Gustavo Miranda
Embora a temática não tenha sido levantada durante o evento, o E-JOVEM teve uma 'conversinha' exclusiva com os candidatos. São eles: o professor e assessor político Marcos Fernandes (PSDB), a travesti Jacque Channel (PMN) e as dragqueens Kaká di Polly (PTN), Léo Aquilla (PR) e Salete Campari (PDT). Deles, só quem não tem um projeto definido para a juventude é Léo Áquilla, que concentra seus projetos na área de educação para crianças e inclusão das minorias. E as propostas? Cada candidato tem a sua e, pode apostar, todas apostam na criatividade para contornar os obstáculos criados pelo preconceito. Considerada a madrinha de honra da Parada do Orgulho LGBT de São Paulo, a drag Kaká di Polly defende a criação de uma casa de acolhida para os LGBT, onde eles terão acesso à capacitação profissional, apoio psicológico e orientação sobre saúde. "Não sou político, não tenho uma plataforma fixa. Mas, não posso deixar de pensar numa espécie de CEU [Centro Educacional Unificado], onde os jovens possam dialogar, conhecer a experiência de vida dos mais velhos e receber informação. Essa seria uma ferramenta precisosa para mostrar aos próprios gays, essa geração nova que está surgindo, que não somos só boate, darkroom e putaria", conta Kaká. As demandas das travestis e das transexuais formam a plataforma política de Jacque Channel (PMN), mas em sua agenda há um 'espacinho' voltado para os jovens. Ela defende a criação de um serviço de apoio para adolescentes que vivem o dilema de se revelar gay em casa e não encontrar aceitação. "Existem estatísticas que não são divulgadas que dão conta de um grande número de jovens gays que cometem suicídio por causa da homossexualidade e a questão da não aceitação dentro de casa. Por isso, defendo um serviço de apoio psicológico e material para essa parcela da população", explicou Jacque. Outro ponto forte da campanha de Jacque é sua luta para transformar o Autorama, no Parque do Ibirapuera, em um centro de convivência para homossexuais, com segurança e proteção aos jovens que vão ao local. Para a drag Salete Campari, dona de um visual "à la Marylin Monroe" e trabalhadora ativa em boates do centro de São Paulo há 22 anos, a descentralizaçã o dos serviços da Coordenadoria de Apoio à Diversidade Sexual (Cads) pode ser uma alternativa para aumentar o alcance dos trabalhos que são desenvolvidos pelo órgão, principalmente no quesito orientação educacional e profissional a jovens e acolhida. "Eu quero aplicar o modelo que dá certo no centro nas subprefeituras. Com uma unidade do Cads nas subprefeituras, a gente poderia identificar quando um jovem gay é agredido em Santo Amaro, em Parelheiros, Guaianazes, na Freguesia do Ó", defende. O projeto do professor e assessor político Marcos Fernandes passa por três frentes: educação, empregabilidade e lazer, que não são necessariamente isoladas aos LGBT. Segundo ele, caso eleito, apresentará projetos para fortalecer o ensino em áreas que fazem parte da nova vocação de São Paulo.. "Capacitar os nossos jovens, independentemente de sua sexualidade, em cultura, moda, turismo, gastronomia, resolve de uma vez o problema de novos rumos para a educação e de falta de emprego para os jovens. Na outra ponta, a gente precisa de um projeto que garanta lazer, especialmente no bairro em que eles moram", explicou. Quando perguntado se tinha propostas específicas para o jovem homossexual, ele disse que elas seriam adaptadas no contexto do seu programa. Inteligência emocional
Campinas também mira na juventude LGBT da Redação
Os candidatos se comprometeram a combater a violência homofóbica nas ruas do centro, combater o preconceito nas escolas e garantir um melhor atendimento a gays, lésbicas e travestis jovens em postos de saúde. Também garantiu a aplicação da lei anti-discriminatória na cidade, campanhas contra a homofobia na mídia e o apoio às famílias de jovens gays. Para o fundador do E-JOVEM e candidato a vereador Deco Ribeiro, é preciso ir onde a juventude está. "Nas escolas e nas ruas é onde o jovem fica mais vulnerável e sofre mais violência (segundo dados do Centro de Referência LGBT). Temos que ampliar a segurança, lutar por espaços mais saudáveis de convivência e trabalhar junto a programas já existentes - como os Centros de Referência de Assistência Social, o Conselho Tutelar e o Programa Saúde da Família - para formar esses profissionais para o trabalho com a diversidade." "Essas demandas vieram da Conferência Nacional da Juventude LGBT, que organizamos em março em todo o país," explicou Chesller Moreira, presidente do E-JOVEM, a rede nacional de juventude LGBT. "O recado dos mais de 500 adolescentes e jovens participantes foi claro: Queremos viver sem mentiras, num mundo que nos respeite."
Como entre os assinantes da carta estão o atual prefeito e uma atual vereadora, os jovens do movimento LGBT não vão esperar por 2009. "Já procuramos o Centro de Referência LGBT para discutir a implementação imediata dessas ações," declarou Chesller. Clique aqui e baixe o termo assinado pelos candidatos
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Dr. Hélio assina documento do Grupo E-Jovem e assume compromisso
com a comunidade gay de Campinas
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Sabia? |
ue o comportamento homossexual é muito mais natural do que se pensa?? O famoso Dr. Kinsey, autor de
"Sexual Behaviour of the Human Male" - estudo que tem fundamentado
tudo o que se diz sobre sexualidade masculina desde meados do século
passado - afirma em seu livro que o motivo pelo qual homofóbicos
se opõe a homossexualidade é bem simples: o medo do crescimento
da atividade homossexual. Conclui o Dr. Kinsey que com menos
homofobia haveria muito mais homossexualidade. Ao se remover a pressão
social que reprime a atração pelo mesmo sexo, o desejo homossexual
cresceria e se espalharia naturalmente em larga escala.
(Fonte: MiX Brasil)
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