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Nesta edição:

- Homofobia é mais comum que racismo, diz estudo
- Campanha Nome Social para travestis e transexuais nas escolas
- Bloco de carnaval de Campinas abre vagas para adolescentes e jovens gays
- News: as últimas notícias GLBT do Brasil e do mundo

 
Homofobia é mais comum que racismo, diz estudo
Pesquisa revela que 41% dos ingleses assumem ter preconceito contra lésbicas

A homofobia é mais comum que o racismo. É o que revela estudo sobre o preconceito apresentado na Inglaterra.

O estudo, realizado pela Sociedade Britânica de Psicologia, mostrou que 35% dos entrevistados assumiram ter algum tipo de
preconceito contra homens gays e 41% contra lésbicas.

28% dos entrevistados disseram que já discriminaram pessoas de origem asiática e 25% afirmaram ter preconceito contra
negros. “Atitudes preconceituosas são difíceis de mensurar, porque se uma pessoa admitir que é racista ou sexista poderá
enfrentar graves consequências. Assim, para descobrir as intenções reais de nossos participantes medimos suas atitudes
‘implícitas’ – associações mentais das quais não temos consciência – utilizando testes de computador”, explicou Pete Jones,
um dos responsáveis pelo estudo.

Para o pesquisador, o estudo mostra que o preconceito ainda existe e deve ser combatido. “Os resultados mostraram que gays
e lésbicas são hoje as principais vítimas do preconceito, como eram os negros há alguns anos”, disse Jones. “Uma vez que as
pessoas percebam que têm preconceito, elas devem mudar suas atitudes – assumir o controle para que elas não tenham
impacto em seu comportamento. Podemos agir dessa maneira examinando nossos pensamentos para ter certeza de que nossos
preconceitos não estão nos influenciando”, concluiu o pesquisador.

(fonte: http://dykerama.uol.com.br/src/?mI=5&cID=23&iID=2170&nome=Homofobia_%C3%A9_mais_comum_que_racismo,_diz_estudo)

Campanha Nome Social para travestis e transexuais nas escolas

Esta é uma campanha abraçada pelo E-JOVEM e pela ANTRA (Articulação Nacional de Travestis e Transexuais), ABGLT (Associação Brasileira de Lésbicas, Gays, Bissexuais, Travestis e Transexuais), ABL (Associação Brasileira de Lésbicas) e GPH (Grupo de Pais de Homossexuais). 

Estaremos mandando ofícios para todas as secretarias de Educação dos estados, para iniciar o processo de reconhecimento do nome social de travestis e transexuais nas escolas. Assuma você também esta campanha, marque audiência com sua Secretaria de Educação!

O Estado do Pará é o único que já adotou esse reconhecimento por decreto da governadora, por meio da Portaria 016/2008

Caso no seu estado tenha um E-grupo interessado em participar da Campanha, é só pedir que mandamos imediatamente um ofício (vide abaixo) como este e todos os documentos que embasam a proposta para o Conselho de Educação do seu Estado.

EXEMPLO DE OFÍCIO:


GRUPO E-JOVEM
de Adolescentes Gays, Lésbicas e Aliados
CNPJ: 08.543.270/0001-50

À: Professora Maria do Rosário Cassimiro 
Conselho Estadual de Educação de Goiás 
Av. Anhanguera, 5110 – 4º andar 
Goiânia - GO
74043-010 
 

Assunto: Inclusão nome social das Travestis e Transexuais nos registros escolares
 

Senhora Presidente:

O GRUPO E-JOVEM de Adolescentes Gays, Lésbicas e Aliados é uma rede nacional de adolescentes e jovens ativistas no combate ao preconceito e à discriminação, principalmente contra LGBTs e à juventude em geral. Somos mais de 4.500 jovens que atuam em 22 cidades, nas cinco macrorregiões do Brasil, e na internet (E-jovem.com).

Em parceria com a ABGLT - Associação Brasileira de Lésbicas, Gays, Bissexuais, Travestis e Transexuais - e a ANTRA – Articulação Nacional de Travestis e Transexuais, vimos por meio deste solicitar a aprovação, por parte deste Conselho, da inclusão do nome social das travestis e transexuais nos registros escolares (livro de chamadas, cadernetas escolares, históricos, certificados, declarações e demais registros escolares das Escolas e dos Colégios do Estado).

Solicitamos, também, ao Conselho Estadual de Educação, que tome providências no sentido de promover estas mudanças, que certamente terão reflexos positivos na política de inclusão social do Governo de Estado de Goiás, promovendo assim a diminuição da evasão escolar, tão crescente entre as cidadãs deste segmento da sociedade.

Nossa solicitação encontra-se apoiada pelas propostas aprovadas pela 1ª Conferência Nacional LGBT, realizada em junho de 2008, especificamente a seguinte proposta, relativa à educação:

12. Propor, estimular e garantir medidas legislativas, administrativas e organizacionais, para que em todo sistema de ensino seja assegurado a estudantes e profissionais da educação travestis e transexuais o direito de terem seus nomes sociais, nos documentos oficiais das instituições de ensino, assim como nas carteiras estudantis, sem qualquer constrangimento para seu/sua requerente, e de usufruírem as estruturas dos espaços escolares em igualdade de condições e em conformidade com suas identidades de gênero, podendo ser integradas ao Programa de inclusão educacional.

Salientamos também, que esta medida já foi adotada pelo Estado do Pará, através da Portaria nº 016/2008 - GS, anexa, e também está sendo encaminhado pelo Conselho Estadual de Educação do Paraná.

Para auxiliar este Conselho na análise de nossa solicitação, na próxima folha segue uma relação de documentos oficiais e outras publicações sobre essa questão.
 

Na expectativa de sermos atendidos, estamos à disposição.
 

Atenciosamente 
 

Chesller Moreira
Presidente
 

Documentos de Referência

Anais da 1ª Conferência LGBT (p. 211)

Texto base da 1ª Conferência LGBT (p. 22) 

Folheto: “A travesti e o educador” 

Juventudes e sexualidade (pesquisa da UNESCO) (p. 277-304)

Princípios de Yogyakarta (p. 23) 

Programa Brasil Sem Homofobia (p. 22)

Legislação e Jurisprudência LGBTTT (p. 265)

Carta dos Direitos dos Usuários da Saúde (p.4-5)

Plano Nacional de Enfrentamento da Epidemia de Aids (p. 32-33)

Resoluções do I Congresso da ABGLT (p. 41) 

Bloco de carnaval de Campinas abre vagas para adolescentes e jovens gays

Para garantir que os direitos sexuais de crianças e adolescentes LGBT sejam conhecidos e respeitados, o Bloco de Carnaval EURECA, que sairá em Campinas pela primeira vez no dia 13 de fevereiro com o tema Cadê Meu Direito Sexual?, abrirá o carnaval 2009 com uma ala inteira dedicada à juventude gay. "A idéia é justamente reforçar não só a existência dos direitos sexuais dessa população, mas também a falta deles," explica Chesller Moreira, presidente do E-JOVEM, grupo responsável pela ala GLS. "Temos 24 vagas ainda em nossa ala, que vai sair ao som de maracatu e com uma fantasia especial e exclusiva, assinada por mim," revela o organizador, que também é estilista. 

A participação é gratuita e os interessados devem procurar o E-CAMP - o Grupo E-jovem em Campinas (19 3307-3764 / 9341-3764 / 8810-2247), participar das reuniões que ocorrem todo domingo na sede do grupo (R. Uruguaiana, 93 - Centro - às 10h) ou enviar e-mail com seu nome, telefone e tamanho de camiseta para eureca@e-jovem.com. O desfile será no centro da cidade, na sexta-feira, 13 de fevereiro de 2009, dividido em oito alas: 

DST/AIDS 
Gravidez na Adolescência 
Exploração Sexual e Comercial da Criança e do Adolescente (ESCCA) 
Mídia e Sexualidade 
Pedofilia e Internet 
Direitos Humanos 
LGBT 
Compromisso

Apresentação
O Bloco Carnavalesco EURECA (Eu Reconheço o Estatuto da Criança e do Adolescente) desfila, desde 1992, organizado pelo Projeto Meninos e Meninas de Rua de São Bernardo do Campo-SP, sempre abordando temas relacionados diretamente ao campo das vulnerabilidades da população infanto-juvenil, foi-se caracterizando por um desfile de carnaval com o foco em garantir um espaço que discuta a garantia dos direitos da infância e juventude de maneira divertida e com a participação dos jovens. Em Campinas, está sendo organizado pela TABA e por várias entidades parceiras, como a Casa de Cultura Tainã e o E-CAMP


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Você
Sabia?

ue o comportamento homossexual é muito mais natural do que se pensa??

O famoso Dr. Kinsey, autor de "Sexual Behaviour of the Human Male" - estudo que tem fundamentado tudo o que se diz sobre sexualidade masculina desde meados do século passado - afirma em seu livro que o motivo pelo qual homofóbicos se opõe a homossexualidade é bem simples: o medo do crescimento da atividade homossexual. Conclui o Dr. Kinsey que com menos homofobia haveria muito mais homossexualidade. Ao se remover a pressão social que reprime a atração pelo mesmo sexo, o desejo homossexual cresceria e se espalharia naturalmente em larga escala. 
Por outro lado, a heterossexualidade parece estar em baixa: os vultosos recursos investidos pela sociedade e a mídia na promoção da heterossexualidade (vide comerciais de cervejas a bancos) só pode levar a crer que essa é uma orientação pouco atrativa, e que a população tem que ser constantemente bombardeada com os valores heterossexuais para poder se manter nesse rumo...

(Fonte: MiX Brasil)
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