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Nesta edição:

- E-JOVEM AR-RA-SA!
- Nasce o Fórum Paulista da Juventude LGBT
- E-JOVEM assume cadeira no CONJUVE
- News: as últimas notícias GLBT do Brasil e do mundo

 
E-JOVEM AR-RA-SA!

Mês da Diversidade tem início com Gincana no Taquaral

Como já é tradicional em Campinas (SP), o mês de junho começou com a abertura do Mês da Diversidade, série de atividades organizadas pelos grupos E-JOVEM e MOLECA, pela Priscila Drag e pela casa noturna Pride, além de vários outros colaboradores e apoio da Prefeitura de Campinas, por meio da Secretaria Municipal de Cultura. 

O primeiro desses eventos foi justamente a Gincana da Diversidade, que rolou no Parque Taquaral, no dia 7, e colocou gays, lésbicas, bissexuais, travestis, transexuais e drag queens para brincar debaixo do sol forte - uma cena rara!

Este ano, a presença do E-JOVEM foi o grande diferencial do evento. Só deu a juventude que, apesar do evento estar marcado para as 13h, já estava no parque desde as 10h. "Resolvemos fazer um piquenique antes para ir juntando a galera e conversar um pouco antes do fervo," afirmou Pekeno Beauty, coordenador do E-CAMP, o Grupo E-jovem em Campinas.

Mas logo o clima cordial deu lugar à disputa! Os meninos e meninas do E-JOVEM se separaram em quatro equipes e passaram a tarde se divertindo em brincadeiras como Cabo de Guerra e Arremesso de PEruca - para alegria deles e dos héteros que passeavam pelo parque.

E-JOVEM leva multidão de jovens ao centro de Campinas

No dia 26 de junho, foi a vez da Praça Bento Quirino, no Centro da cidade, ser palco de mais um evento em comemoração ao 7° Mês da Diversidade Sexual em Campinas: A BIG JUICE Party:

Uma boate montada na praça voltada para gays e lésbicas adolescentes. O evento foi promovido pelo Grupo E-JOVEM, comandado pelo presidente Chesller Moreira, também conhecido como a drag Lohren Beauty, e reuniu mais de mil jovens.

Lohren explica que a ideia da boate foi levar um pouco de lazer para os jovens que ainda não podem frequentar uma boate gay ou se sentem discriminados em locais onde a permanência de heterossexuais é maior. “Hoje em dia, os gays e lésbicas adolescentes são percebidos com facilidade, pois não precisam mais se esconder da sociedade, mas ainda se sente inseguros para frequentar locais que não sejam destinados ao público homossexual e acabam não tendo lazer”, explicou.

O “Big Juice”, apresentado pela top Priscila Drag, trouxe para a festa na praça quase tudo que uma boate tem, ou seja, shows de drag queens e muita música eletrônica, tudo sob o comando do DJ Kah, que tem apenas 16 anos.

Esta é a primeira vez que o evento foi realizado na cidade e, segundo Moreira, é uma vitória para o E-Jovem. Foi o segundo maior evento do Mês da Diversidade, atrás apenas da Parada. “Tentamos algumas vezes realizar matinês em boates, mas não foi possível. Esses jovens deveriam ter o direito de frequentar todos os lugares sem serem discriminados, mas muitos ainda não sabem se defender. As pessoas precisam ter mais respeito”, disse.

O E-Jovem foi fundado em 2001 e, desde então, realiza reuniões todos os domingos, com cerca de 80 adolescentes para debater assuntos ligados à homossexualidade. O projeto deu tão certo que se estendeu para as comunidades, dando vida para dez novos subgrupos. Moreira conta ainda que no dia do evento o E-Jovem fez o lançamento de um fanzine criado pelos membros do grupo.

(com informações de: http://www.campinas.sp.gov.br/noticias/?not_id=1&sec_id=&link_rss=http://www.campinas.sp.gov.br/admin/ler_noticia.php?not_id=21105)

Parada de Campinas reúne mais 50 mil pessoas e é tomada pela juventude

A cidade de Campinas realizou no último domingo, 28, Dia Mundial do Orgulho Gay, a nona edição de sua Parada do Orgulho LGBT, que reuniu entre 50 e 100 mil pessoas. Com sete trios-elétricos bombando o Largo do Pará, centro da cidade, desde o meio-dia, a festa só foi terminar por volta das 23h no Largo do Rosário.

Este ano, pela primeira vez, a Parada foi organizada por vários membros do Grupo E-JOVEM, que tiveram participação efetiva durante todo o processo - inclusive no dia da manifestação. Segundo Chesller Moreira, presidente do E-JOVEM e membro da comissão que organiza a Parada, essa participação maciça dos jovens calou a boca de muita gente que achou que esse ano a Parada não sairia.

Os meninos e meninas do E-JOVEM trabalharam muito na coordenação do evento, mas também tiveram à sua disposição um trio só pra eles: o Trio da Juventude, oferecido por uma juventude partidária da cidade. Foi o bastante para reunir boys e drags e dar ainda mais visibilidade a essa galerinha que é mais de 80% da Parada.

Segundo Lohren Beauty, ano que vem o E-JOVEM estará novamente à frente da Parada. "Dessa vez vamos evitar os erros desse ano e, agora com mais experiência, fazer uma Parada ainda melhor!", promete.

A juventude LGBT agradece!

Nasce o Fórum Paulista da Juventude LGBT

Pessoal, já podem divulgar: a Juventude LGBT do estado de SP agora conta com seu próprio espaço de discussão!! O Fórum Paulista da Juventude LGBT está se reunindo todo mês, em Campinas, com cerca de 50 jovens, e oferecendo formação para novos ativistas (em parceria com o Projeto Galera E-jovem), alimentação e reembolso de passagens. A próxima reunião está marcada para o dia 26 de julho, das 9h às 18h, e é aberta a todos os adolescentes e jovens de SP que desejem se engajar no combate à homofobia. O tema do encontro desse mês será SEGURANÇA PÚBLICA. Mais informações sobre critérios de participação com o presidente do E-JOVEM, Chesller Moreira: chesller.m@hotmail.com

Segue abaixo a Carta de Campinas, que fundou o Fórum:

CARTA DE CAMPINAS ~ “O TEMPO NÃO PARA”

Nos dias 15 e 22 de fevereiro de 2009, jovens LGBT do estado de São Paulo, reunidos à rua Regente Feijó, 637, em Campinas, realizaram o I e o II Encontro Estadual do Projeto Galera E-Jovem, organizado pelo Grupo E-jovem de Adolescentes Gays, Lésbicas e Aliados em parceria com os Programas Estadual e Municipal de DST/AIDS, com a finalidade de reduzir a vulnerabilidade a DST/HIV entre adolescentes e jovens LGBTs e estimular a participação juvenil e a formação de jovens multiplicadores. 

Nesses encontros, que tiveram como objetivo a elaboração de um material de prevenção voltado a jovens LGBT, foram percebidas muitas carências nessa área e muita falta de referência. Pouquíssimos materiais de saúde mostram a realidade e falam a língua do jovem. Nos postos de saúde, o adolescente ora é atendido como criança, ora como adulto, sem um protocolo de atendimento próprio – o que só piora se o jovem em questão for LGBT. Ao perceber isso, foi decidido produzir um material próprio, que saísse das mãos dos jovens e fosse distribuído diretamente a outros jovens. 

No entanto, essa deficiência não se restringe apenas à Saúde. E a Violência homofóbica? E o preconceito das Famílias, que atinge os jovens dentro de casa? E quem luta por uma Educação sem homofobia? 

A maioria dos jovens ali reunidos concordou que há uma falta de espaço generalizada para discutir estas e outras questões e necessidades dos jovens LGBT tanto nos espaços de Juventude quanto nos do Movimento LGBT. E que não há um espaço político de âmbito estadual para o jovem LGBT. É mais que necessária maior representação para os jovens LGBT nos espaços da militância, tais como o Fórum Paulista LGBT, Paradas do Orgulho, entidades estudantis como grêmios, CA’s e DCE’s e nos diversos Conselhos existentes. 

A escola, aliás, é um caso à parte, pois acreditamos que a escola deva ser o espaço primordial de aprendizagem para a cidadania, para o respeito pelos Direitos Humanos e para uma educação inclusiva e não discriminatória e gostaríamos de viver, conviver (e, muitas vezes, sobreviver) no espaço escolar sem prejuízo ao nosso bem-estar físico e mental. Precisamos discutir como o problema de discriminação e perseguição dentro das escolas resulta com frequência em uma incidência significativamente maior (comprovada em estudos feitos em vários países) de depressão evasão escolar e tentativas de suicídio. 

Diante deste desafio, os jovens ali reunidos resolveram tomar para si a iniciativa de organizar um Fórum que pudesse discutir esse combate à homofobia com a Juventude LGBT de SP - e em sua própria língua. 

Nas palavras do comandante Che Guevara: "A argila fundamental de nossa obra é a juventude. Nela depositamos todas as nossas esperanças e a preparamos para receber idéias para moldar nosso futuro”. Que as idéias nascidas no Fórum Paulista da Juventude LGBT sejam recebidas por todos e todas e moldem o futuro dos paulistas e do Brasil! 

Campinas, 22 de fevereiro de 2009

Assinada por jovens, organizados em grupos ou não, das cidades de Araras, Campinas, Guarujá, Hortolândia, Itanhaém, Nova Odessa, Piracicaba, Santos, São Paulo, Sorocaba, Sumaré e Taubaté. 

E-JOVEM assume cadeira no CONJUVE

Nota Publicada em 6/3/2009 
no jornal Correio Popular
Campinas/SP

O jornalista e educador Deco Ribeiro, de Campinas, 
toma posse no Conselho Nacional de Juventude 
(Conjuve) na próxima segunda-feira. 
O conselho assessora diretamente a Presidência 
na elaboração de políticas públicas.

O GRUPO E-JOVEM ocupa, em 2009, a cadeira titular de Movimento Nacional - LGBT do CONJUVE, o Conselho Nacional da Juventude. 

"Para nós, claro, esse reconhecimento como entidade, rede e movimento nacional só vem coroar um trabalho de formiguinha, muito silencioso, mas com resultados," desabafa Deco Ribeiro. "Agora é ajudar o presidente Lula a aperfeiçoar suas políticas públicas para adolescentes e jovens LGBT e lutar pela organização de muitos Conselhos Municipais e Estaduais - uma decisão da Conferência Nacional da Juventude, da qual o E-JOVEM foi membro da comissão organizadora.

Veja abaixo a carta enviada pelo E-JOVEM quando de sua eleição ao CONJUVE:

Caras e parceiras entidades habilitadas,

Aproveito para apresentar o GRUPO E-JOVEM de Adolescentes Gays, Lésbicas e Aliados, habilitado a ser eleito para o CONJUVE na categoria de "Movimento Nacional - GLBT". Estamos, claro, à disposição para maiores informações e parcerias.

O GRUPO E-JOVEM é o único grupo voltado exclusivamente à população jovem GLBT que atua em todo o país – é atualmente a maior organização do país em defesa da juventude e da diversidade sexual, com mais de 3.500 membros e atuando em 18 cidades, de 11 Estados, das 5 regiões do Brasil.

Antes de mais nada, é preciso entender o que é o GRUPO E-JOVEM. Direto do nosso estatuto, temos:

"O GRUPO E-JOVEM tem por finalidades:

 I – Dar visibilidade e criar projetos de apoio, de resgate de cidadania e prevenção contra DSTs/AIDS a adolescentes e jovens gays, lésbicas, bissexuais, travestis e transexuais, doravante chamados de E-JOVENS.

 II – Promover a digna inserção dos E-JOVENS nos âmbitos familiar, escolar e de trabalho, fazendo valer o que está escrito na Constituição Federal e no Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA).

 III – Promover uma maior integração entre esses E-JOVENS e adolescentes e jovens heterossexuais, mostrando que um mundo melhor é possível."

Ou seja, somos uma rede nacional de adolescentes e jovens ativistas no combate à homofobia e à hebifobia, o preconceito contra a juventude.

SAIBA MAIS SOBRE O GRUPO NO SITE: http://www.e-jovem.com

O GRUPO E-JOVEM de Adolescentes Gays, Lésbicas e Aliados tem por missão trabalhar para dar apoio a jovens gays e lésbicas e desenvolver projetos educacionais e culturais com essa população, bem como suas famílias, e intervir na sociedade para mediar uma convivência pacífica entre todos os adolescentes, heterossexuais ou não.

HISTÓRICO
O GRUPO E-JOVEM trabalha desde 2001 pela defesa dos direitos de adolescentes e jovens gays, lésbicas, bissexuais, travestis, transexuais e heterossexuais. Nesses seis anos, o grupo criou e vem mantendo um portal com informações sobre homossexualidade na adolescência, na escola e sua relação com a família (http://www.e-jovem.com). Também presta assessorias jurídica, psicológica e de assistência social a jovens que sofrem preconceitos e discriminação e recebe denúncias de homofobia, que são encaminhadas aos órgãos competentes. O E-jovem realiza encontros periódicos de jovens que conversam sobre suas orientações sexuais em diversas cidades do Brasil, como Campinas, São Paulo, Rio de Janeiro, Curitiba, Porto Alegre, Belo Horizonte e Brasília, e esses núcleos também realizam projetos para promover a cidadania homossexual junto a jovens de suas cidades, como o Projeto Escola Jovem, de combate à homofobia nas escolas, ou o [des]CUBRA-SE!, de prevenção e saúde, entre outros.

HOMOFOBIA
Todos os dias aparece um caso de homossexual ou travesti assassinado, com requintes de crueldade. São sempre várias facadas, vários tiros. Essa semana mesmo, um jovem gay espancado em Niterói estampou as capas dos jornais do Rio.

No geral, estatísticas do Grupo Gay da Bahia demonstram que um homossexual é assassinado a cada dois dias no Brasil. Segundo estatísticas nossas, um adolescente gay se suicida a cada 8 horas no país – um número 8 vezes maior que a média brasileira. Jovens chegam a esse extremo por não encontrarem apoio entre seus amigos, na escola ou mesmo em suas próprias casas. Não existem opções de sociabilidade, diversão ou lazer voltados a essa população – que sofre preconceito por ser jovem e por ser homossexual.

Grande parte do sofrimento de jovens homossexuais parte de um certo isolamento afetivo e psicológico. Ainda que tenham famílias enormes e grandes grupos de amigos, muitos não conseguem compartilhar esse segredo (de sua sexualidade diversa) e vivem um silêncio que os oprime consideravelmente.

O GRUPO E-JOVEM se propõe a oferecer um espaço onde o jovem possa deixar cair a sua máscara e, pelo menos uma vez por semana, ser quem ele é de verdade.

Para isso, nos propomos a (1) ajudá-lo a lidar melhor com suas dúvidas e questões como auto-aceitação e saída do armário (assumir-se homossexual); (2) incentivá-lo e ajudá-lo a combater o preconceito – primeiro em seu próprio entorno, junto a seus familiares, amigos, escola, depois, junto à sociedade; e (3) capacitá-lo para que ele possa transmitir esse conhecimento e, assim, se levantar e defender seus direitos. Fazendo valer o Estatuto da Criança e do Adolescente, por exemplo, que não permite que crianças e adolescentes sejam constrangidas ou humilhadas por pais ou na Escola.

Acreditamos que muito da homofobia se deve ao desconhecimento, à falta de informação acerca do que é ser homossexual.

E é por isso que participamos deste processo. Em anexo segue o capítulo do livro "Frutos do Brasil - Histórias de Mobilização Juvenil" que é dedicado ao trabalho do E-jovem e uma carta de um dos jovens do movimento.

Um abraço,

Deco Ribeiro
Conselheiro Nacional da Juventude
GRUPO E-JOVEM de Adolescentes Gays, Lésbicas e Aliados

SAIBA MAIS SOBRE O GRUPO NO SITE: http://www.e-jovem.com


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Você
Sabia?

ue o comportamento homossexual é muito mais natural do que se pensa??

O famoso Dr. Kinsey, autor de "Sexual Behaviour of the Human Male" - estudo que tem fundamentado tudo o que se diz sobre sexualidade masculina desde meados do século passado - afirma em seu livro que o motivo pelo qual homofóbicos se opõe a homossexualidade é bem simples: o medo do crescimento da atividade homossexual. Conclui o Dr. Kinsey que com menos homofobia haveria muito mais homossexualidade. Ao se remover a pressão social que reprime a atração pelo mesmo sexo, o desejo homossexual cresceria e se espalharia naturalmente em larga escala. 
Por outro lado, a heterossexualidade parece estar em baixa: os vultosos recursos investidos pela sociedade e a mídia na promoção da heterossexualidade (vide comerciais de cervejas a bancos) só pode levar a crer que essa é uma orientação pouco atrativa, e que a população tem que ser constantemente bombardeada com os valores heterossexuais para poder se manter nesse rumo...

(Fonte: MiX Brasil)
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