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em-vindos à primeira edição do E-jovem.com!!! Não sei se já deu pra perceber, mas existe um tema predominante por todo o site – A Escola. Essa vai ser uma tônica do E-jovem.com – cada mês teremos um tema a ser explorado e, assim, pouco a pouco, vamos desvendando o universo e-jovem junto com vocês...
Mas enfim, vamos ao assunto desse mês – os e-jovens na escola. Usando-se suposições modestas, podemos afirmar que um garoto típico passa metade de sua vida, dos 7 aos 17 anos, na escola. Vocês tem noção?? São praticamente 5 anos inteiros... Não é leviano assumir que muito da personalidade do garoto ou garota vem desse ambiente – principalmente por ser na escola que eles desenvolvem suas habilidades sociais e começam a compreender o conceito de sociedade.

E, muitas vezes, é na escola onde eles conhecem pela primeira vez o preconceito. 
A escola não é um sistema fechado – ela traz pras suas salas de aula muitos dos vícios do mundo lá fora, e a mini-sociedade que se forma num estabelecimento de ensino acaba muitas vezes oprimindo o e-jovem mesmo não-intencionalmente. Óbvio, nenhum professor ou diretor de colégio em sã consciência, por mais que não aceite os homossexuais, vai dizer que é preconceituoso. Da mesma forma que a maioria da população diz não ser racista – mas mostra que é em seus atos. 

A Escola, com E maiúsculo, enquanto instituição, mostra ser discriminadora não tanto pelos seus atos, mas exatamente pela ausência deles. Como vocês podem conferir na matéria do Anderson (leiam, tá demais!), tirando um comentário na aula de Biologia e alguma coisinha em Estudos Sociais, não existe nada dentro da escola que prepare o proteja o e-jovem pro que ele vai encarar lá fora, por causa de sua orientação sexual. E, justamente por causa desse silêncio, o garoto ou garota homossexual acaba não só saindo despreparado para enfrentar o mundo fora da escola, mas sofrendo discriminação mesmo dentro de suas paredes – onde deveria estar protegido.

E, veja bem, o silêncio que eu cito aqui é apenas a melhor das hipóteses. Porque em algumas escolas existe uma verdadeira caça aos gays e não é raro o caso de garotos serem expulsos por terem trocado um beijo no corredor (houve um caso em Manaus, quem se lembra?) ou garotas tendo que abandonar o colégio por a direção ter cismado com a amizade especial entre elas... Mas nesses casos houve sim discriminação por parte das escolas e o aluno pode – e deve! – procurar uma assessoria jurídica, de preferência com o grupo gay da sua cidade, e partir pra cima! 

Discriminação, mesmo dentro da escola, já é crime no Brasil. “Alguns professores mal formados são incapazes de discutir o assunto e devemos mudar essa realidade curricular e a atuação profissional em sala de aula. Podemos denunciar atitudes anti-éticas desses profissionais no Ministério da Educação, nos órgãos representativos de classe, no Ministério Público Federal ou Estadual”, como diz a cartilha do grupo Nuances, de Porto Alegre. 

Ou seja, rompa esse silêncio. A escola pode te ensinar muita coisa, mas não como você vai expressar a sua sexualidade. Você e seu colega de escola se gostam? Pode beijar ele no pátio sim. 

Qualquer coisa vem falar comigo. :)

Deco
Editor Executivo

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Gay na escola?


 escola é um ambiente onde nós, e-jovens, passamos boa parte do dia, o que significa que pra nós é um lugar importantíssimo. Ainda mais pro pessoal do esquema ‘escola-clube-televisão’, né? É preciso priorizar: ser você mesmo e curtir os benefícios que isto trará, ou fingir que é o que não é em prol do social [ou dependendo do lugar, da segurança, hehe] ?

Eu escolho ambos: ser gay em prol do social. É possível, perfeitamente. Acima da sua homossexualidade, está o seu caráter, seu estilo, sua honestinade, sua sinceridade, seu companheirismo. Isto não quer dizer que você precisa sair pichando as paredes do colégio abrindo sua sexualidade pra todos. Só quer dizer que você não precisa ficar se passando por alguma coisa que não é. Resumindo: não ficar falando que fulana é gostosa sem nem mesmo ter consciência do que isto quer dizer, não fingir que curte sair pra ‘balada hétero’, não falar que ta namorando a menininha da tua rua que ninguém conhece.

Se você está numa escola particular a coisa é, na minha opinião, um pouco melhor. Talvez porque você paga por um serviço que preste, ou talvez porque o pessoal é mais esclarecido neste sentido. O fato é que mesmo quando é fácil, é complicado. Hehehe. Justamente: sempre tem-se uma barreira ou outra pra ser vencida. Mas sabe que é legal, né? Ter desafios, ter obstáculos pra ultrapassar, e tal. De verdade: engrandece a gente.

E pode crer: é bacana toda esta mística de ‘será que ele é gay? Gosta de mim?’. Eu já passei [e passo] por isto, e lembro com carinho das vezes que gostei de um ou outro colega. Tenho 16 anos, sei muito bem como é.

‘Seja você mesmo, mas não seja sempre o mesmo’

Rafz
Editor Chefe

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