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| E-jovem:
A Máscara
E enquanto eu pensava no que escrever, fui observando os blocos e as bandas que saíram nas ruas de todo o Brasil – e o que mais eu vi não foram pessoas usando máscaras – mas se despindo delas! Bushes e Bin Ladens exorcizando o medo do terror, milhões de Jades pondo as barigas (e as asinhas) de fora e, claro, homens vestidos de mulher. Não vou nem entrar aqui no porquê de milhões de homens heteros se vestirem de mulher e soltarem a franga nesses quatro dias – isso já é pano pra ouuuutra coluna... O que isso tudo me fez pensar foi na gente, nos E-jovens. Nas máscaras que nós usamos – e não conseguimos tirar nem no Carnaval.... Existe um jogo de RPG chamado Vampiro: A Máscara. Nesse jogo, Vampiros existem no mundo todo, mas numa proporção de 100 mil pra um, com relação aos humanos. Assim, apesar de serem imortais e ter poderes e tal, eles precisam viver se escondendo, fingindo que não são Vampiros, e assim evitar que a sociedade os descubra e os cace e os destrua, numa nova Inquisição. Isso lembra alguma coisa? Poizé – vivemos num mundo de RPG. Cada E-jovem, ao longo de sua adolescência, vai criando um personagem e ele interpreta esse personagem perante os pais, os amigos, a escola... Alguns se escondem por trás da Máscara por dez, vinte anos – sem nunca conseguir se livrar do personagem. Eu, por exemplo, passei 17 anos da minha vida nesse live-action... E quer saber? É um jogo que cansa. Nos últimos quatro anos, eu não via a hora de tudo aquilo acabar. Mas sabe como tudo acabou? Joguei fora da Máscara. E sabe o que descobri? Todos gostaram muito mais de mim mesmo do que do personagem que eu havia criado. E é isso que eu queria passar a vocês, E-jovens: Dêm uma chance a si mesmos. Antes de criarem um personagem hetero e se esconderem atrás dele por toda a adolescência, deixem as pessoas conhecerem você como você é. Assim, a sociedade vai poder ver que nós não somos Vampiros – somos pessoas normais, que não vamos chupar o sangue de ninguém e só queremos viver a nossa vidinha, como todos vivem as suas. Sem hipocrisias, sem homofobias, sem disfarces. Sem Máscaras. Deco
Outros Editoriais:
É, galera, carnaval taí! Mais uma vez veremos homens e mulheres semi-nus sendo expostos na mídia nacional, e claro que o foco principal de tudo isso é a sensualidade - sendo a bunda a paixão nacional, dos e-jovens também! Nós todos gostamos de ver pessoas bonitas, pessoas saradas e claro que gostamos de ver também suas partes mais insinuantes, independente da orientação sexual, seja ela hetero, homo ou bi. Mas na realidade quanto aos homens ainda existe um certo preconceito de exibirem suas bundas, pois têm ela como um objeto exclusivamente seu, não querem compartilhá-lo com outras pessoas... Por isso, fica mais escasso “guris” sarados exibindo o traseiro. Mas claro que não necessariamente precisam estar nus para que possamos vê-las - com uma roupa um pouco mais apertada ou mesmo com aquela bermuda de surfista ficam maravilhosamente evidente os dotes de cada um - é até melhor que não estejam tão em evidencia, pois assim desperta uma curiosidade maior em saber como será aquilo sem roupa... Pensamos: "Será que tem marquinha de sunga, será que ele gosta de “carinhos” no bumbum, o que será que ele mais gosta de fazer com ela, exibir ou esconder, será que é fofinha .......?" Também costumamos ver pessoas comuns, sem estar na mídia, exibindo-se com roupas, às vezes, exageradamente agarradas ou curtas tentado chamar a atenção - mas será que todos acham legal isso? Existem pessoas que são atraídas pela curiosidade e outras pela empolgação, então fica um tanto complicado dizer como é a maneira correta de se expôr, sem se tornar vulgar, pois isso é uma coisa que, principalmente as mulheres, devem se atentar pois nem sempre os homens gostam de coisas muito fáceis, mas isso não só no mundo hetero, mas nós, e-jovens, também gostamos de uma certa dúvida. Para se ter um exemplo de pessoas que acabaram se vulgarizando por estarem expostas de mais, são as dançarinas de axé, as funqueiras, e até mesmo as forrozeiras. Nós, e-jovens, apreciamos a bunda mais que do que ninguém, pois é nela em se concentra a maior parte de nossos prazeres, principalmente para os que mais gostam de exibi-las que são os “pas” (hehehe) - é através dela que eles sentem seus prazeres sexuais, afinal, né? E os mais ativos já não sentem tanta necessidade de exibir suas bundas, não querendo dizer que não são saradas, só são mais reservados com elas... Aliás, podem reparar: Se o carinha que vocês tão secando está usando uma calça que salienta o bumbum, pode ter certeza que é lá que ele quer se divertir essa noite... hehe... Gente, o que interessa é que bunda é TUDO DE BOM e deve ser exibida sim, claro que com critérios para você não se vulgarizar!!! Erik – Super BebêAxezeiro
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