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Ah, se
eu fosse rosa...!
uem
aqui já viu, no Brasil, festas típicas alemãs ou um
casamento de uma família cigana? São demonstrações
plenas da cultura de seus respectivos países – as crianças
falam a língua dos avós, usam roupas típicas, comidas
seguem receitas ancestrais... Descendentes de negros escravos e adeptos
do candomblé recentemente fizeram o caminho inverso do de seus bisavós,
de volta ao continente africano, e se decepcionaram ao perceber que as
tradições aqui eram mais preservadas até do que na
própria África. E por que isso?
Simples. Filhos de alemães, ciganos, negros, italianos e judeus são incentivados desde pequenos pelos próprios pais a ter orgulho do que são, de sua cultura, de terem nascido do jeito que são. Não seria legal ter pais assim quando se nasce gay? Mas o que acontece é o oposto – e até pior. Não só o e-jovem cresce sozinho, se escondendo da própria família, como geralmente ele nem tem alguém que vire pra ele e diga: Olha, é legal ser gay... Um dos motivos disso acontecer é bem claro: O pai do alemãozinho também é alemão, o pai do judeu também é judeu – mas o pai do garoto gay raramente é gay. Ele não tem a mínima idéia do que é ser gay, do que o filho dele está sentindo, está passando... O outro motivo é ainda pior: O garoto negro nasce negro, ta na cara a sua raça, sua cor – e o garoto gay não nasce rosa nem nada... Ninguém sabe que ele é gay – nem ele – até que ele chega à adolescência. E mesmo assim, só ele fica sabendo, ninguém mais, por muito tempo. E nesse tempo
ele ao invés de ouvir palavras de incentivo, o que ouve? Piadinhas,
agressões, ameaças – muitas vezes dentro da própria
família, onde ele deveria estar recebendo educação
básica para a formação de seu caráter.
Mas não somos rosa. Temos de criar essa visibilidade nós mesmos e exigir que crianças e jovens homossexuais tenham um tratamento digno dentro de suas casas. E não é só dentro de casa que a educação falha – a Escola tem muito dessa culpa também. Elas devem aceitar o fato de que a homossexualidade é presente entre suas salas de aula e capacitar mais os professores, expor mais os estudantes à questão homossexual... Em Campinas, conhecida como capital gay do país, ainda se ouve de um pai “Se você for gay, um de nós dois terá de sair dessa casa”; em Curitiba pais ainda põem o filho na rua – preferem que ele seja um marginal ou drogado do que gay. Não podemos mais compactuar com isso. E ponto. Deco
Ribeiro
Editor E-jovens E-scola - Escola Dormindo com o Inimigo- Família Carta a Meus Amigos - Amigos Saindo da Net - Verão E-jovem: A Máscara - Carnaval Servir na Grécia - Alistamento Difícil orgulho Não se escolhe ser gay, mas assumir ser gay é uma opção, uma vida de lutas, onde temos derrotas e vitórias, uma vida de contradições, rejeições, aceitações. Para o gay, é realmente difícil viver num mundo preconceituoso, em que seus próprios pais se sentem desapontados ao receber “a grande notícia”, e a partir daí, vêm muitos caminhos, como o da rejeição direta, o da aceitação parcial, e o dos sortudos que ganharam na mega-sena, que seria quando há uma aceitação total. E aí se perguntam, “como ter orgulho de ser gay nessas condições?” Um mistério para alguns, óbvio para outros, na realidade a resposta é muito simples: viver sua sexualidade é uma opção, se essa foi a opção escolhida por você, por que não sentir orgulho da mesma? Muitos discordarão,
vão dizer que não é uma opção ser gay
ou hetero, que você nasce com isso, mas sinto dizer, que ainda não
temos como provar isso, não que seu pobre redator não pense
assim também, quem me dera, poder provar aos meus pais com um documento
médico, que eu sou gay, mas não podemos. Mas não é
nesse assunto que eu to mexendo. A pessoa, por mais que nasça gay,
pode nunca se assumir. Assumir-se gay é sim uma opção.
E isso dentro de casa, por exemplo, é complicado.
Nessas horas, o único meio, é pedir paciência, pois o máximo que farão por você, é dizer que para você começar a namorar, se começar pela internet, para ir à um primeiro encontro, se deverá saber o telefone, endereço, ter pelo menos uma foto, e conversado muito (e bota muito nisso), com o/a rapaz/garota, e aí, depois de muitos encontros (e novamente, bota encontros nisso), poderá beijá-lo/a, tudo bem, eles têm como fachada, a desculpa para isso de que é para nossa segurança, o que não deixa de ser verdade, mas é claro que há certo preconceito, pois ao se dizer que é gay, as pessoas já a marginalizam, fazendo dela um ladrão, um estuprador, etc. Ou seja, se você gay quiser namorar antes de ir morar sozinho/a, na maioria dos casos terá de enganar seus pais, o que não deveria ser uma verdade, em pleno século XXI, mas é. Portanto, tenha orgulho e seja feliz ou abaixe a cabeça e seja infeliz. Resumindo, temos de ter orgulho do que somos, pois somos o que pensamos, e não o que a sociedade acha que deveríamos ser, e porque sendo nós mesmos, é o único meio de sermos felizes. Aproveito para parabenizar os que têm orgulho de ser o que são, pois esses são os guerreiros do dia a dia, os que lutam pelo que querem, e que não desistirão disso por nada - Viva o orgulho gay e abaixo o preconceito e a ignorância da nação! KidDudu
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